Na comparação feita mês a mês, a cotação subiu para machos, com exceção do boi magro.
Foto: Bela Magrela
A oferta de bovinos para reposição está limitada, cenário observado em outros estados.
O mercado do boi gordo está firme, com cotações entre 12 de fevereiro até a segunda semana de março (12/3), sustentado pela pouca oferta.
Figura 1.
Cotação média da arroba do boi gordo, preços brutos e com prazo, no Pará (R$).
Fonte: Scot Consultoria.
Em alinhamento com o mercado do boi gordo, o mercado de reposição permaneceu sustentado na primeira quinzena de março, sem grandes alterações, mesmo com os burburinhos dos efeitos da guerra no Oriente Médio.
A cotação do boi magro, porém, sentiu, com queda de 2,3% em relação a fevereiro. A cota das demais categorias, esteve firme.
Figura 2.
Cotação média da reposição de fêmeas e machos da raça nelore, em R$/cabeça no Pará.
Fonte: Scot Consultoria.
Para a reposição com fêmeas, a cotação subiu em relação a fevereiro. A cotação da bezerra de desmama, por exemplo, está em R$12,0/kg, alta de 3,9%. A cotação da bezerra de ano subiu 3,5%, da novilha 1,6% e da vaca boiadeira, 3,8%.
Diante desse cenário, a tendência é que o mercado o estado do Pará siga com oferta limitada e negociações pontuais, refletindo a cautela dos produtores diante das condições do mercado do boi gordo. Mesmo com estabilidade nas cotações recentes, a disponibilidade restrita de animais, tanto machos quanto fêmeas, mantém o ambiente de firmeza e sustenta os preços em patamares elevados.
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