Preços no mercado físico nas últimas três semanas tiveram forte volatilidade.
Os preços do indicador CEPEA/Esalq no mercado físico do boi gordo nas últimas 3 semanas (até 8/5/24) tiveram boa volatilidade: subiram, caíram, subiram de novo e estão praticamente estáveis em maio (acompanhe na figura 1).
Figura 1.
Preços do boi gordo, em R$/@, do indicador Cepea.
Os preços dos contratos futuros do boi gordo negociados na B³ também oscilaram, afinal, como a liquidação financeira do contrato é feita pela média CEPEA, no vencimento o contrato futuro converge ao preço do físico.
Com base nisso, trago um olhar sobre o comportamento de preços dos contratos futuros no mesmo período apurado.
Como podemos ver (figura 2), os preços, de 17/4 a 8/5, caíram para todos os vencimentos (linha laranja x linha verde).
Figura 2.
Referência dos contratos futuros de boi gordo em diferentes datas.
O produtor que não "travou" seu último giro de confinamento até 17/4, por exemplo, deixou de obter preços acima de R$250,00/@ no contrato de dezembro e, contratos que hoje beiram os R$240,00/@.
E no fim, faz diferença! Olhe nesse exemplo hipotético (tabela 1)...
Tabela 1.
Exemplo da diferença de estratégia na aquisição e contratos futuros.
Sabendo que a pecuária é uma atividade de ciclos contínuos, espera-se que com a venda de boi gordo, inicie-se a reposição para continuar a atividade. E neste exemplo, o produtor "perdeu poder de reposição" em apenas 3 semanas.
A pergunta que faço é a mesma do título...será que o pecuarista vai fechar a porteira (não vendendo animais) para buscar preços melhores?
Ninguém sabe, afinal tivemos um trimestre com abate de 9,237 milhões de cabeças (+24,1% no comparativo com 2023).
Na dúvida, faça as contas e garanta a margem do seu negócio, afinal, os preços continuarão oscilando positivamente e negativamente ad eternum.
Forte abraço!
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