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Scot Consultoria

Cabo de guerra


Quinta-feira, 11 de março de 2021 - 14h40

Todo adulto que teve uma infância normal conhece ou pelo menos já viu uma disputa de cabo de guerra. É aquele jogo no qual dois times competem entre si em um teste de força, puxando a corda. 


Talvez este título seja o que traduz mais fielmente o que está acontecendo hoje no mercado físico do boi gordo em São Paulo. 


Desde setembro do ano passado houve poucas mudanças de fundamentos por parte da oferta e da demanda, tanto no mercado interno, quanto no mercado externo. 


Pelo lado da oferta de animais, a disponibilidade enxuta continua dando as cartas, já que as chuvas atrasaram, arrastando a oferta de pasto para abril/maio. Pelo lado da demanda, o auxílio continuou sustentando a renda disponível para a população brasileira e o apetite externo seguiu ávido durante os últimos seis meses. 


Temos observado que durante este período, tanto o boi gordo quanto o milho têm tido uma relação quase que íntima com o dólar. Isso porque com poucas mudanças dos braços da oferta e demanda, o apetite da indústria exportadora ou a competitividade do nosso produto no mercado externo tem sido um ponto sensível. Veja as figuras 1 e 2.


Com o lado do time do dólar “firmando o braço” nos últimos dias, os exportadores ficaram mais agressivos e a diferença entre o boi comum e o boi China subiu para o intervalo de R$15,00-R$20,00/@. Isto gerou alguma readequação dos abates daqueles frigoríficos expostos apenas ao mercado interno em boa parte do Brasil Central.


A corda deste cabo de guerra está longa. O ano de 2021 começou com os dois lados tão fortes quando 2020 fechou. De cada lado estamos bem atentos à força do braço do número de casos/vacinados no Brasil e o andamento dos ajustes econômicos puxados pelo Banco Central e reformas estruturais. 




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