• Quarta-feira, 24 de junho de 2026
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Scot Consultoria

Mercado futuro na semana

Com certeza teremos um final de safra com maior volatilidade do que nos últimos anos.


Conforme abordamos no artigo da semana passada, a inversão de preços no mercado futuro foi muito rápida e forte e falávamos que não seria prudente tentar antecipar o fim de movimentos desse tipo. Quando escrevíamos o artigo da semana passada, a mínima do contrato de maio era R$149,02/@, e conforme era esperado, o movimento continuou se acelerando, com a mínima de maio ao meio dia do pregão de 29/4 a R$146,00/@. Para se ter uma ideia do tamanho do movimento, em uma semana o mercado devolveu  o que levou dois meses para subir, como pode ser observado na figura 1.

Logicamente, a queda de preços não ficou restrita ao contrato de maio e toda curva futura acompanhou, assim, o contrato de out/15, que na semana passada, fez sua máxima a R$158,50/@, cedeu R$5,00/@, para os atuais R$153,50/@, deixando muitos produtores preocupados com a oportunidade perdida de fixação de preços para o restante do ano. Porém, mesmo com a queda dessa magnitude, a relação de troca boi out x milho setembro melhorou ainda mais para o pecuarista estando atualmente em 6 sacas/@, no melhor patamar da história.

Após quedas tão fortes como a que vimos, é natural o mercado futuro dar uma parada no movimento, até porque a diferença entre o maio e o Índice Esalq está, atualmente, em R$3,00/@, o que por si só já limita maiores movimentos. A questão que se coloca agora é que as escalas de abate estão muito confortáveis, como há muito tempo não se via, com a maioria dos compradores em São Paulo, Goiás e Minas Gerais, com as programações da semana que vem praticamente prontas. 

Mais importante até do que a escala longa vai ser o impacto disso no mercado interno de carne, que já vinha com dificuldades mesmo quando o volume de oferta não era grande. O teste maior vai ser agora que as escalas longas e completas com animais com peso acima da média colocarão pressão para escoamento do produto. Como a oferta atual provém, principalmente, de animais de pasto, e a condição das pastagens ainda não se deteriorou a ponto de forçar vendas de final de safra, é possível que nos preços mais baixos o apetite de venda do produtor diminua, dando alguma sustentação ao mercado. De todo modo, frente à magnitude da alta que tivemos, a queda atual é apenas um pequeno movimento de correção. Com certeza teremos um final de safra com maior volatilidade do que nos últimos anos.

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