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Scot Consultoria

Comparações 2010 x 2014


Sexta-feira, 24 de outubro de 2014 - 16h51

Fica até difícil escrever sobre o mercado de boi gordo atualmente sem ser repetitivo. O movimento de alta vem sendo ininterrupto desde o final de setembro, quando o indicador saiu de R$128,20/@ no dia 22/9 para os atuais R$136,04/@, em uma alta de quase R$8,00 reais em apenas 30 dias. O mais interessante foi que em nenhum momento dessa alta houve alguma melhora na oferta que permitisse algum conforto com relação às escalas de abate e dessa forma, mesmo estando nos atuais preços recordes, a alta ainda deve continuar.


A realidade atual é que a única variável ditando o rumo dos preços é a oferta e, diante disso, análises mais elaboradas com relação à demanda interna, competitividade da carne bovina com outras proteínas, exportações, dólar, cenário político, margem das indústrias, etc., acabam perdendo o sentido e muitas vezes mais atrapalham do que ajudam, já que o impacto de todo o resto é muito limitado frente à relevância da oferta (ou falta dela) no mercado atualmente.


Essa forte alta no mês de outubro tem levado muitas pessoas a fazerem comparações com a última forte alta que tivemos no mercado pecuário que foi a de 2010. Naquela ocasião o indicador à vista saiu de R$94,09/@ no início do mês para R$113,12/@ no final do mês, uma alta de 20,2% em 30 dias, já a carne no mercado interno subiu de R$5,99/kg para R$7,07/kg, uma alta de 18,0% no mesmo período. 


No mês de outubro até agora temos uma alta de 6,2% para o boi contra 3,7% na carne e aí vem às duas principais diferenças entre os dois anos, em primeiro lugar é a intensidade da alta e em segundo lugar o fato de que em 2010 a carne acompanhou (e muitas vezes puxou a alta do boi), enquanto que atualmente a alta do boi foi o dobro da alta na carne, deixando as indústrias em uma situação mais desconfortável do que em 2010. Em 2010 a alta continuou até o dia 12/11 chegando a R$117,18/@, mas após isso caiu forte, chegando a voltar a testar o patamar de R$100,00/@ no início de dezembro.


As expectativas com relação à oferta para o restante do ano não são otimistas, e a falta de chuva nas regiões produtoras agrava ainda mais esse quadro, porém, o mercado atual está muito sensível à qualquer melhora na oferta por menor que seja, assim é importante monitorar a reação dos confinadores caso as previsões de chuvas mais abundantes para final de outubro e início de novembro se confirmem. Aparentemente essa é a única forma de se segurar o mercado atualmente.




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