• Sexta-feira, 26 de junho de 2026
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Mercado futuro na semana

Mercado futuro na semana


Os preços no mercado físico iniciaram uma boa reação no final da semana passada, com o índice ESALQ à vista subindo R$0,74/@, para R$75,02/@ já na sexta-feira, dia 11/12. Na segunda-feira, dia 14/12, o mercado físico permaneceu bastante firme, com o Índice ESALQ à vista subindo mais R$0,25/@, chegando a R$75,27/@, e o mercado futuro acompanhando o ritmo, com forte alta em todos os vencimentos, o contrato de dez/09 fazendo máxima em R$75,80/@ e o out/10 na máxima em R$79,00/@. Essa seqüência de altas, porém, não teve continuidade e foi quebrada já em 15/12, com a queda de R$0,33/@ do Índice ESALQ à vista, em R$74,94/@. O mercado futuro, cujo contrato de dez/09 já trabalhava acima do ESALQ, precificando, portanto, novas altas, também perdeu o otimismo e caiu, voltando a trabalhar abaixo do Índice à vista. Apesar de a oferta de animais disponível para abate ainda ser suficiente para manter as escalas confortáveis nos preços atuais, a demanda de final de ano, como esperado, está bastante aquecida, o que contribui para a firmeza de preços no mercado físico. Como já abordamos aqui em outras oportunidades, para o cálculo do Indicador ESALQ à vista, os negócios relatados a prazo são deflacionados pelo CDI do prazo de pagamento, acrescido da escala de abate e, além desse valor, entram na ponderação os negócios relatados efetivamente à vista. Desta forma, como o diferencial de preços a prazo e à vista é maior que o CDI no período, ocorre uma concentração maior de negócios efetivamente à vista, o indicador à vista tende a cair frente ao a prazo e vice-versa. Como agora no final do ano muitos pecuaristas preferem vender a prazo e, portanto, receber somente no ano que vem, ocorre uma diminuição dos negócios à vista, o que contribui para a firmeza do indicador. Essa tendência foi quebrada no indicador do dia 16/12, cujo parâmetro mínimo à vista recuou R$1,10/@, para R$71,45/@. Desta forma, o Indicador à vista cedeu R$0,59/@, para R$74,35/@, enquanto o a prazo cedeu apenas R$0,20/@, para R$75,59/@. Mesmo com essa pequena distorção, a tendência até o final do ano continua sendo a de menor participação dos negócios à vista na composição do Índice. No mercado futuro não houve muita alteração de panorama. A liquidez continua excessivamente concentrada nos vencimentos mais curtos, principalmente o dez/09 e o porcentual de negócios liquidados no mesmo dia (day trade) tem sido quase sempre superior a 50% da movimentação do dia. Os contratos de 2010 ainda estão sem nenhuma movimentação significativa, tendência essa que deve ser quebrada à medida que as negociações a termo comecem a ocorrer novamente. Enquanto isso não ocorre, o mercado fica atento apenas às especulações com os vencimentos mais curtos.
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