O mercado futuro de boi gordo da BM&F apresentou-se com muita variação nas duas últimas semanas. Após a forte queda ocorrida em meados de julho, o mercado se recuperou e, no início da semana passada, operou em forte alta com o contrato de outubro chegando a R$95,97/@ no dia 29 de julho.
Essa alta, porém, não se sustentou. Novamente o mercado voltou a operar em baixa, sendo cotado a R$86,00/@, ao final da manhã do dia 7 deste mês (fechamento desta edição). Tem-se, portanto, uma queda de mais de R$1,50/@. Acompanhe no gráfico o movimento do contrato de outubro frente ao índice Esalq à vista.
Após recuperar rapidamente a posição de “carrego” (jargão do mercado para designar os contratos futuros com preços mais altos que o valor do ativo à vista), o mercado se inverteu de novo, ficando novamente com deságio em relação ao mercado à vista, numa posição bastante atípica para a entressafra.
Na queda dessa semana, novamente o participante “pessoa física” atuou bastante na venda, pela liquidação de posição comprada. Sua posição líquida (posição comprada – posição vendida) era de 27.064 contratos no dia 1 de agosto. Após o pregão do dia 6, essa posição foi reduzida para 25.796 contratos, implicando dessa forma numa venda líquida de mais de 1.200 lotes nessa semana. Considerando apenas as posições líquidas dos participantes do mercado, essa foi a maior alteração registrada na semana.
As características dessa posição comprada por pessoa física já foram bastante discutidas nesse espaço. Hoje, no mercado, esse participante é o único com posição líquida comprada. Dessa forma, é preciso analisar com muito cuidado os movimentos do mercado futuro nas próximas semanas.
Com o aumento da pressão no físico e o índice Esalq cedendo, é possível que a pressão de venda sobre o contrato de outubro produza mais “stops” de pessoa física. Isso, em tese, pode acentuar a queda em um mercado já considerado barato frente aos custos de produção dos bois confinados.
Um forte abraço e até a semana que vem!!!
<< Notícia Anterior
Próxima Notícia >>