Na última semana (14/09 a 19/09), o índice Esalq à vista do boi gordo acumulou uma queda de R$1,42/@, sendo acompanhado pelo contrato de setembro que caiu R$0,20/@. Num movimento não muito comum no mercado futuro, os contratos mais longos subiram mesmo frente a essa forte queda do índice Esalq. Acompanhe na figura.

Essa divergência entre o mercado físico e o futuro, principalmente nos meses mais longos (veja a tabela), e o aumento da diferença de outubro com novembro e dezembro, dão indicações da expectativa do mercado futuro em relação aos próximos meses, indicando que o “fundo do poço” da entressafra é setembro.

Alguns analistas de mercado citam fatores conjunturais que dão sustentação a essa possível alta de preços em novembro: falta de animais do segundo turno dos confinamentos, devido à escassez de bois magros; alto custo dos grãos; preços desestimuladores no mercado futuro; período seco prolongado, atrasando a possível oferta de animais terminados no pasto; e escassez de fêmeas para abate, devido à retenção de matrizes motivada pelos altos preços do bezerro.
Se essa alta dos contratos de novembro, dezembro e janeiro continuar, abre-se novamente uma oportunidade para que os pecuaristas possam começar a efetuar suas vendas no mercado futuro a um preço acima do que está o mercado físico atual.
Se os preços futuros forem remuneradores frente ao custo de produção e o pecuarista quiser optar pela venda, já pode ser interessante começar a vender em escala de alta, ou seja, ir vendendo à medida que o mercado for subindo, numa estratégia mais conservadora que permite ir acompanhando a tendência de alta do mercado.
Já está mais do que provado que a estratégia de manter animais em confinamento sem nenhum tipo de
proteção de preços é extremamente arriscada, novamente o mercado futuro começa a dar sinais de recuperação, resta aos pecuaristas mais atentos aproveitar ou não essas oportunidades.
Forte abraço e até a semana que vem!
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