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Sebo na produção de biodiesel

Sebo na produção de biodiesel


Estabilidade para os preços do couro verde. Os estoques de couro curtido nos curtumes estão relativamente altos. Mas os abates em níveis menores, devido à disponibilidade de animais e à demanda modesta por carne, fazem com que a matéria prima não exceda a demanda, a ponto de causar variação nos preços. O CICB (Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil) está mais conservador quanto ao aumento das exportações para 2010, na comparação com 2009. Tal mudança de visão se deve principalmente à instabilidade econômica européia, que dificulta reajustes nos preços. Projetando os preços atuais e mantendo o volume de exportação mensal estável, o centro projeta receita de US$1,75 bilhão, ou 51% mais que em 2009. SEBO Não houve alteração nos preços do derivado. A demanda segue fraca por parte do setor de higiene e limpeza. Segundo o último relatório do Ministério de Minas e Energia sobre combustíveis renováveis, a participação do sebo na produção de biodiesel caiu 7,5% entre fevereiro e março (Figura 1).
Geralmente, quando os preços da soja caem, existe tendência de maior utilização de óleo de soja na produção de biodiesel em relação ao sebo. Foi o que aconteceu em março. A soja participou em 85,6% da produção do biocombustível, ante 82,9% em fevereiro. Esse fato se deve à queda de 8,3% no preço da soja no período, em São Paulo. Ressalta-se que a maior utilização da soja não ocorreu em detrimento apenas do sebo. O óleo de algodão e as demais matérias primas também tiveram participações reduzidas. A queda na participação destes produtos na produção do biodiesel foi de 37,5% e 34,6%, respectivamente, entre fevereiro e março. Atualmente, de cada 100 litros de diesel utilizado no Brasil, pouco mais de 500ml provém do sebo.
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