Mais uma semana de preços estáveis para o couro verde. No entanto, as pressões baixistas voltaram a se intensificar.
Já está ficando repetitivo, mas o fato é que as vendas de couro seguem travadas, por conta da crise nos EUA e das férias na Europa.
O câmbio, por sua vez, continua em baixa. No fechamento desse artigo já havia caído a patamares próximos de R$1,58 por US$1,00.
Diante desse cenário, contando ainda com um ligeiro aumento de oferta (avanço das escalas de abate), é realmente prudente esperar que ocorram novos ajustes para o couro verde.
Os curtumes já falam em R$1,40/kg para o produto de primeira linha, no Brasil Central, ao final de julho ou início de agosto.
Em relação ao início do ano, quando estava em R$1,80/kg, a cotação do couro verde já recuou 17%. Na comparação com o mesmo período do ano passado, quando estava em R$2,10/kg, a retração foi de 29%.
O boi gordo em São Paulo, nos mesmos períodos, se valorizou em 29% e 50%, respectivamente.
SEBO LADEIRA ABAIXO
O mercado do sebo está frouxo. As cotações voltaram a recuar no Rio Grande do Sul e no Brasil Central, sendo que já foram registrados negócios na casa dos R$1,70/kg.
Além do aumento de oferta, as vendas do setor de higiene e limpeza esfriaram. Além da temperatura, já se observa um reflexo negativo do aumento da inflação.
A defasagem do couro verde (primeira linha) em relação ao sebo, que já chegou a 22%, caiu para cerca de 14%. Óbvio, portanto, que o preço do sebo recuou mais do que o couro.
É interessante analisar o comportamento dos preços desses dois produtos ao longo do último ano. O couro valia 120% mais do que o couro em julho de 2007.
Redução de oferta, aquecimento das vendas (crescimento econômico) e surgimento do setor de biodiesel levaram à forte valorização do sebo. Já o couro, graças, principalmente, à frouxidão cambial, vem em baixa há tempos.
<< Notícia Anterior
Próxima Notícia >>