O mercado do couro verde segue andando de lado. No entanto, as pressões baixistas se intensificaram, levando a um aumento do volume de negócios, no Brasil Central em R$1,70kg, para o couro de primeira linha.
Na verdade, observa-se uma verdadeira “queda de braço” entre frigoríficos e curtumes. Os primeiros resistem às reduções nas cotações do couro, uma vez que o boi está em alta e a carne já não acompanha.
Já os curtumes apontam que o câmbio frouxo e a morosidade das vendas castigam as margens.
A oferta de couro, porém, joga a favor dos frigoríficos, uma vez que os abates insistem em não avançar. E a safra, que esse ano só apareceu no calendário, está chegando ao final.
De toda forma, os curtumes apontam que as vendas estão tão ruins que tem sobrado um pouco de couro salgado e até de
wet blue no mercado.
A disputa entre frigoríficos e curtumes tende a se intensificar ao longo dos próximos dias. O que se tem por certo é que as cotações do couro verde não devem subir.
SEBO EM QUEDA
As cotações do sebo bovino voltaram a recuar R$0,10/kg no Brasil Central e no Rio Grande do Sul.
Na verdade foram registrados negócios entre R$2,05/kg e R$2,15/kg.
Acompanhe, na figura 1, a evolução das cotações do sebo bovino no Brasil Central ao longo dos últimos meses.

Apesar dos últimos ajustes, o sebo se valorizou 122% na comparação com maio de 2007.
Os compradores aproveitaram um ligeiro aumento de oferta ocorrido nas primeiras semanas de maio, além da redução da demanda por parte do setor de higiene e limpeza (por conta do frio), para a imposição dos ajustes.
Mas os abates voltaram a recuar, sendo que a entressafra já está bem próxima. A oferta de sebo, portanto, tende a se retrair novamente.
<< Notícia Anterior
Próxima Notícia >>