O mercado do couro continua pouco ofertado. No Brasil Central e no Sul do País há pouco gado disponível para abate, dificultando as compras de couro.
A demanda, por sua vez, também está enfraquecida. A crise imobiliária nos Estados Unidos está entre os principais motivos. Com a queda no comércio de imóveis, a venda de móveis recuou significativamente, sendo este um importante segmento industrial que utiliza o couro como matéria-prima.
A terceira variável da equação é o dólar, que interrompeu sua queda, mas não tem força para subir.
De acordo com profissionais do setor coureiro, diante da possibilidade de aumento nos abates de bovinos com a chegada do gado de pasto (prevista para o início de 2008 na maior parte do País), os preços do couro podem cair mais, principalmente se a demanda permanecer fraca.
NEGÓCIOS
Frente às oscilações recentes do dólar, inúmeras empresas adiaram as compras de couro, na expectativa de um cenário mais estável.
Entretanto, esse movimento começa a mudar. A falta de matéria-prima preocupa o setor e compradores buscam “garantir” o produto e aproveitar as cotações baixas.
SEBO
O sebo bovino, após sucessivas altas, recuou. Agora está no mesmo patamar do couro de primeira linha.
As indústrias relatam dificuldade no repasse dos custos mais altos de aquisição da matéria-prima.
Segundo as fontes consultadas, com sebo a R$1,80/kg, a produção de biodiesel é inviável.
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