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Mercado reage, mas os curtumes já pensam em baixa

Mercado reage, mas os curtumes já pensam em baixa


As cotações do couro verde reagiram, respectivamente, R$0,20/kg e R$0,05/kg, no Brasil Central, no mercado comum e de primeira linha. No caso dos couros de primeira linha, foram registrados negócios a R$2,30/kg. No Rio Grande do Sul o aumento foi de R$0,20/kg, sendo que, para produtos de primeira linha, foram registradas cotações próximas a R$3,00/kg. Veja os preços mínimos e máximos encontrados para o couro verde na figura 1.
O mercado permanece pouco ofertado, aliás, mesmo quem importa, está encontrando dificuldade em conseguir matéria-prima no Uruguai e na Argentina. Em algumas regiões brasileiras, principalmente em Minas Gerais e no Mato Grosso, as ofertas de animais para abate até melhoraram um pouco. Mas em geral os frigoríficos ainda são obrigados a trabalhar com um nível de ociosidade relativamente elevado. Alguns curtumes do Brasil Central passaram a buscar mais couro salgado do Norte e do Nordeste, em função da dificuldade em encontrar couro verde nas redondezas. Na outra ponta, a desvalorização do real, apesar da insegurança gerada pelo sobe e desce do câmbio, também exerceu influência no aumento dos preços do couro verde. Mas os curtumes apontam que o repasse continua complicado, pois os compradores, notadamente chineses e italianos, não estão aceitando, com facilidade, aumentos de preço. Alguns acreditam que se o dólar voltar a recuar, um pouco que seja, a cotação do couro verde cai também. Tem ainda quem espera por um aumento significativo de oferta, em função das vendas do gado de confinamento, que poderia derrubar as cotações do couro verde mesmo com câmbio estável. Independentemente do que realmente irá acontecer com a oferta, dá para sentir que os curtumes não estão nem um pouco satisfeitos com os preços da matéria-prima.
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