Mais uma semana de preços estáveis para o couro verde. No entanto, as pressões baixistas se intensificaram.
Alguns curtumes do Brasil Central afirmam que irão abrir ordens de compra R$0,10/kg mais baixas nos próximos dias. Esperam que a nova frente fria ajude no aumento de oferta. Porém, mesmo que a oferta não aumente, deverão partir para os recuos e “ver o que dá”.
No Rio Grande do Sul chegaram a ser registrados alguns negócios a R$2,20/kg na semana passada. Agora, porém, só na base do R$2,10/kg, sendo que a oferta extremamente reduzida é o que sustenta os preços.
Sem querer ser muito repetitivo, é principalmente o dólar baixo que faz com que os curtumes busquem, a todo custo, espaço para a retração dos preços. O câmbio caiu para baixo de R$2,00 por US$1,00 e alguns analistas apontam que o novo piso pode ser R$1,80 por US$1,00, para desespero do setor coureiro-calçadista. Veja a evolução da cotação do dólar comercial, ao longo das últimas semanas, na figura ao lado.

Para a próxima semana, portanto, o mercado do couro verde deve se manter sob forte pressão de baixa, com a possibilidade dos curtumes “testarem” valores mais baixos, principalmente no Brasil Central.
MERCADO FIRME PARA O SEBO
Já o mercado do sebo bovino segue firme. Além da oferta reduzida, a demanda se encontra relativamente aquecida.
Se por um lado o frio diminui um pouco a demanda por produtos de higiene e limpeza, por outro a produção de biodiesel está em alta, principalmente no Brasil Central, com destaque, inclusive, para os frigoríficos que produzem o combustível para uso próprio.
No Rio Grande do Sul a cotação do sebo bovino recuou no início de maio, mas as indústrias locais apontam que o mercado pode reagir entre R$0,10 e R$0,15/kg ao longo do próximo mês.
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