Preços estáveis para o couro verde, com o mercado bastante especulado.
De um lado os curtumes argumentam que seria necessária uma retração de R$0,10/kg na cotação da matéria-prima, para compensar parte das perdas resultantes da constante desvalorização cambial. Na última semana, o câmbio “triscou” nos R$2,02 por US$1,00.
Além do mais, ainda de acordo com os curtumes, a feira de Hong Kong, que ocorreu recentemente, não alcançou bons resultados em termos de geração de novos negócios.
Na outra ponta, os frigoríficos não cedem. Pelo contrário, buscam um reajuste positivo de R$0,10/kg, já que a arroba do boi gordo segue firme em plena safra. A oferta comedida de couro joga a favor deles.
Por enquanto a “queda de braço” está relativamente equilibrada. Isso leva a crer que, no curto prazo, a tendência ainda é de preços estáveis para o couro verde.
NINGUÉM ALCANÇA O SEBO
Os preços pecuários – animais de reposição, boi gordo, carne e derivados – estão em alta. Isso graças a um quadro de oferta relativamente comedida e demanda aquecida. Acompanhe a figura 1.

Veja que o grande destaque é o sebo. Por causa da ajuda do “boom” do mercado de biodiesel, que tem o sebo como uma de suas principais matérias-primas. O sebo foi o único dos produtos analisados a registrar alta ininterrupta ao longo dos últimos 13 meses.
Em São Paulo, entre março de 2006 e março de 2007, a cotação média do boi gordo, em reais nominais, reagiu 12%. Para a carne bovina, com base no boi casado, o aumento foi também de 12%. No mesmo período, o bezerro reagiu 6%, o couro verde 23% e o sebo 62%.
No último mês, a cotação da carne com osso no atacado, representada aqui pelo boi casado, foi a única, dentre as analisadas, que cedeu. Mas graças ao pagamento dos salários, à oferta ajustada e ao fim das restrições religiosas (Semana Santa), correções positivas já ocorreram. Veja mais na página 1.
De modo geral, os preços pecuários tendem a alcançar, em 2007, patamares significativamente mais altos em relação aos registrados em 2006.
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