• Quinta-feira, 16 de julho de 2026
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Mesmo com oferta reduzida, a pressão é de baixa

Mesmo com oferta reduzida, a pressão é de baixa


A pressão de baixa está forte, apesar da oferta relativamente reduzida de couro verde. Mesmo no Rio Grande do Sul, onde tem frigorífico deixando de abater por falta de gado, os curtumes tentam derrubar a cotação do couro verde para R$2,00/kg, no mercado comum. No Brasil Central, mercado de primeira linha, a cotação recuou mais R$0,05/kg. E tem quem aposte em um recuo de pelo menos mais R$0,10/kg ao longo das próximas semanas. Acompanhe, na figura 1, a evolução dos preços do couro verde, no mercado de primeira linha, no Brasil Central, ao longo das últimas semanas. Em 30 dias o recuo foi de 11%.
A possibilidade de que novas retrações venham a ocorrer se mantém elevada porque, além do “efeito câmbio”, em agosto começam as férias na Europa, o principal comprador de couro do Brasil. Veja na figura 2 que Itália, Portugal, Espanha e Países Baixos absorvem mais de 36% das exportações brasileiras de couro, em termos de faturamento.
Os embarques para a Europa devem correr normalmente até 15 de julho. Depois, só serão retomados no início de setembro. Outro fator baixista, apontado pelos curtumes, é o fato dos importadores, cientes da retração dos preços internos do couro verde, têm pressionado pela retração dos preços externos. Em síntese, mercado frouxo para o couro verde. Uma redução ainda mais forte da oferta seria o único fator de sustentação dos preços.
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