As vendas de carne no varejo estiveram lentas nas últimas duas semanas. Mas com o começo do mês e pagamento dos salários, é possível que as compras de carne melhorem.
O problema é que em julho, por conta das férias e desvio de parte do salário para viagens e lazer, normalmente o consumo de carne cai.
Em relação à semana anterior, os preços médios da carne bovina subiram no mercado varejista em São Paulo (+5,65%) e em Minas Gerais (+0,78%). No Paraná as cotações ficaram estáveis e no Rio de Janeiro houve uma ligeira retração. Veja a figura 1.

Carne de primeira e carne de segunda subiram na mesma proporção no mercado varejista de São Paulo. De uma semana para cá, os cortes mais nobres subiram 5,65% e os de segunda, 5,64%.
Na verdade, os alimentos, de maneira geral, estão em alta. Segundo dados do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em um ano em São Paulo, o valor da cesta básica subiu 31%, o equivalente a R$58,26. A carne bovina ajudou nesta alta, mas não foi a única responsável.
Ainda assim, o poder de compra de um salário mínimo, quando comparado à cesta básica, é 15,16% mais alto do que a média dos últimos doze anos, compreendendo o período de janeiro de 1997 a junho de 2008. Ou seja, a cesta básica subiu, mas o salário mínimo subiu mais desde 1997.
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