Mais uma semana de alta para a carne bovina.
Os preços da carne vêm acompanhando as sucessivas altas da arroba do boi gordo, reflexo da oferta reduzida de gado terminado.
Porém, o escoamento dos produtos para o varejo está lento. Se o consumo continuar “emperrando”, a tendência para próxima semana é de queda no mercado atacadista de carne
com osso.
No atacado sem osso os preços dos cortes reagiram, em média, 6,9% entre uma semana e outra. O destaque vai para a ponta de peito, com aumento de 13,15%. Veja tabela “Atacado – Cortes”.
Os frigoríficos reclamam das margens. Veja na figura 2 que o produtor recebe mais pelo traseiro bovino do que o que as indústrias apuram no atacado, com ou sem osso.

A cotação da arroba, em Barretos-SP, subiu R$4,00/@ em uma semana, atingindo R$92,00. Acompanhando esse reajuste, o preço médio pago ao pecuarista pelo traseiro bovino aumentou 4,5%, no período.
O mercado varejista também apresentou variações positivas. Veja a figura 1.

Com a escalada de preços da arroba, está difícil de segurar o repasse ao consumidor. Por conta disso, as vendas de carne bovina começam a arrefecer. Pode começar a haver migração de consumo para proteínas concorrentes, principalmente frango, que nos últimos meses subiu menos do que o boi.
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