O mercado do boi gordo está firme. As cotações são reajustadas diariamente, diante da reduzida disponibilidade de animais para abate.
Com isso, falta carne no mercado, mantendo os preços em alta.
No atacado de São Paulo, carne com osso, o dianteiro reagiu R$0,40/kg, chegando em R$4,70/kg, entre uma semana e outra.
O bom ritmo das exportações também ajuda a sustentar os preços da carne no mercado doméstico. Mesmo com a perda de um importante cliente, a União Européia, os embarques brasileiros cresceram 6,61% entre março e abril, atingindo 187,812 mil tec.
Em receita, o incremento foi de 13%, saindo de US$354,481 milhões para US$400,775 milhões, no mesmo período.
No varejo, a cotação média dos cortes subiu em três das quatro praças pesquisadas pela Scot, na comparação com a semana passada. O destaque vai para Minas Gerais, com aumento de 4,34%. Veja a figura 1.

A demanda está morna, o que é normal para final de mês. A preocupação com relação ao repasse dos preços é grande. Os sucessivos aumentos assustam o consumidor.
Apesar disso, o varejo trabalha com boas margens (veja figura 2). Interessante que, hoje, a margem é a mesma na comparação com o boi gordo e com a carne desossada no atacado.
<< Notícia Anterior
Próxima Notícia >>