Há pouco gado disponível para abate. Tanto que a cotação do boi gordo, em São Paulo, ultrapassou os R$80,00/@.
Se não tem boi, ou se tem pouco boi, não tem carne. E o consumo, por sua vez, se mantém em patamares razoáveis. As cotações da carne bovina, portanto, tinham que reagir.
Os cortes no atacado (carne sem osso) apresentaram alta de 2,19% na última semana.
Já no varejo, os preços nas quatro praças pesquisadas pela Scot Consultoria (São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Paraná) permaneceram praticamente estáveis, em relação à semana passada. Entretanto, comparando a variação média dos cortes com igual período do ano passado, tem-se um aumento médio de 21,20%. O destaque vai para o Paraná, com variação de quase 27%. Veja figura 1.

Quando os preços da carne sobem, o consumidor pode procurar proteínas substitutas, principalmente o consumidor de baixa renda. Porém, deve-se considerar que as cotações das carnes concorrentes também subiram nesse período. Reflexo de um cenário de demanda aquecida, mediante aumento dos custos de produção.
De maio de 2007 pra cá, o preço do frango médio no atacado subiu 18,6%. O boi casado reagiu 46,7%. Já a carcaça suína (tipo especial) disparou, com um reajuste de 55,2%.
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