Semana de alta para a carne bovina. Apesar de um ligeiro aumento de oferta, graças ao comedido avanço das escalas de abate em algumas regiões, o aquecimento do consumo sustentou reajustes.
A utilização, no parágrafo anterior, dos termos “ligeiro” e “comedido” se faz realmente necessária. Afinal, a oferta de animais terminados segue bem abaixo do que seria típico para o período.
Voltando à carne, o aumento da demanda se deve ao pagamento dos salários e à chegada do dia das mães. É hora de reunir a família, e um churrasquinho cai bem.
A concorrência também não pode reclamar. O frio, por exemplo, favorece o consumo de carne suína.
No atacado, carne sem osso, o aumento médio nos preços dos cortes de carne bovina foi de 2,15%. As variações do varejo estão expostas na figura 1.

O momento é bom. Mas muito se especula sobre qual seria o limite dos aumentos de preço para o consumidor. A inflação preocupa.
De toda forma, como pode ser observado na figura 2, o varejo tem “gordura para queimar”, caso seja necessário conter os repasses para o consumidor final a fim de sustentar a demanda.

E no mercado externo, os preços mantêm um forte ritmo de alta.
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