Pouco boi; pouca carne. Essa equação tem feito o mercado da carne bovina trabalhar em ambiente firme há algum tempo.
O mercado atacadista de São Paulo permaneceu estável na última semana. Está difícil escoar os produtos.
No varejo, a situação é semelhante. Por isso, as cotações médias dos cortes pouco mudaram em relação à semana passada. Observe a figura 1.

Geralmente, a carne no atacado
sem osso vale mais do que a carne no atacado
com osso. Mas desde o começo do ano foi possível observar ocasiões atípicas. Do começo de março até a primeira semana de abril, o valor da carne comercializada no atacado
com osso esteve cerca de 1,70%, em média, mais alto do que a carne do atacado
sem osso. Há duas semanas, essa situação se inverteu. Hoje, os preços da carne desossada estão 13% superiores aos da carcaça. Isso no atacado. Veja a figura 2.

Ainda na figura 2, considerando o traseiro bovino, nota-se que o valor recebido pelo pecuarista está cerca de 10% mais alto do que o recebido pelo frigorífico na venda da carcaça no atacado. Mas em relação ao varejo, o pecuarista recebe 35% menos. Vale ressaltar, que estes cálculos não levam os custos em consideração.
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