Após o embargo da União Européia à carne bovina
in natura brasileira, os frigoríficos recuaram as ordens de compra para o boi gordo, o que travou o mercado. Essa semana, sem muito sucesso em derrubar as cotações, os negócios foram retomados de forma lenta.
Com a oferta escassa de animais para o abate, o mercado atacadista de carne
com osso está firme. Em São Paulo, no período de três dias (12 a 14 de fevereiro), houve reajuste de R$0,30/kg nos preços do dianteiro casado (R$3,80/kg) e avulso (R$3,90/kg). Para a ponta de agulha (charque), o aumento foi de R$0,40/kg, chegando a R$3,00/kg.
Já a carne
sem osso no mercado atacadista está sobrando. O escoamento para o varejo está lento. Os preços caíram, em média, 1,9% comparados à semana anterior. Os maiores recuos registrados foram para os cortes do traseiro bovino. Há uma maior procura por dianteiro no mercado. Veja na tabela ao lado.
No varejo, a queda foi geral. De acordo com levantamento da Scot Consultoria, nas praças de São Paulo, Paraná, Minas Gerais e Rio de Janeiro os preços caíram. O destaque vai para o Paraná, cuja baixa foi de 2,4% (figura 1).

O consumo aumentou depois do carnaval, mas em ritmo lento, à medida que o consumidor retornou do feriado e com o início do período letivo.
A chegada da segunda quinzena do mês indica mercado lento, típico para este período. O recuo dos preços, entretanto, pode estimular as vendas e o mercado recuperar-se.
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