O ano de 2007 foi marcado pela alta nos preços da carne bovina no mercado atacadista. Durante os últimos doze meses, as cotações da carne subiram expressivamente. Veja na figura 1.

Entre janeiro e dezembro de 2007, os preços da ponta de agulha subiram 55,9%. As variações positivas do dianteiro e do traseiro casado foram de 36,8% e 26,2%, respectivamente.
Vários são os motivos que contribuíram para o aumento dos preços. Um dos principais foi a valorização da arroba do boi gordo.
DEMANDA AQUECIDA
A economia brasileira está crescendo, ainda que abaixo do seu potencial.
No mercado doméstico, a demanda por proteínas de origem animal está em alta, graças à melhoria de renda da população. O salário mínimo subiu em média, 8,57% em valores nominais. Nos últimos anos ele tem variado acima da inflação, o que sustenta o crescimento do consumo de alimentos.
De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o consumo per capita de carne bovina no Brasil deve alcançar 37,3 kg este ano. Um crescimento de 0,8% em relação a 2006. Segundo os números da Scot Consultoria, a disponibilidade interna de carne bovina em 2006 foi de 43 kg per capita.
No mesmo período, para a carne de frango, a previsão de aumento do consumo é de 4%, atingindo 36,4 kg.
O consumo de carne suína deve chegar a 11,9 kg, um incremento de 2,6%.
O aumento da demanda mundial por carnes é dado como certo, diante do crescimento da economia e da população, principalmente nos países em desenvolvimento.
EXPORTAÇÃO
As exportações de carne bovina avançam, mas o mercado interno continua sendo o principal destino da nossa produção.
Cerca de 78% do total produzido é comercializado no Brasil. O restante vai para fora do País.
Nos últimos anos as exportações cresceram de forma mais acelerada do que as vendas domésticas. No entanto, este ano já se observou uma queda no ritmo dos embarques.
Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), comparando janeiro a novembro de 2007, com igual intervalo em 2006, a soma das exportações de carne bovina in natura e industrializada cresceram de 2,086 milhões de toneladas equivalente carcaça (tec), para 2,298 milhões de tec. Um aumento de 10%.
Um novo recorde provavelmente foi quebrado em 2007 (é preciso aguardar a consolidação dos dados), mas graças ao ótimo desempenho do primeiro semestre. No segundo, os embarques caíram.
A expectativa das exportações em 2008, em termos de volume, é de estabilidade. É possível que os embarques até diminuam, principalmente se a carne no mercado interno mantiver a toada de alta.
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