A carne bovina sem osso segue em alta. No atacado, o aumento médio foi de 6,60% em relação à semana passada.
Veja na tabela abaixo que os maiores aumentos foram registrados para os cortes mais nobres (picanha, filé mignon, maminha, etc.). Talvez seja um reflexo dos últimos reajustes de preço, que enfraqueceram um pouco a demanda por parte da população de baixa renda, justamente a que sustenta o consumo de cortes menos nobres.

De toda forma, a oferta reduzida mantém o mercado firme para qualquer corte. Não tem boi e, conseqüentemente, não tem carne e demais derivados bovinos. Tanto é que, em São Paulo, a cotação da arroba já está beirando os R$73,00 e o traseiro com osso, no atacado, alcançou R$5,50/kg, os valores nominais mais altos já registrados pela Scot Consultoria.
Parece que o único derivado bovino em baixa, apesar da oferta reduzida, é o couro.
Voltando à carne, o varejo também está em alta. A partir dos próximos dias o consumo tende a esfriar, reflexo da retração do poder de compra do consumidor, o que é típico de segunda quinzena de mês. Mas a oferta reduzida pode sustentar os preços.
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