O mercado da carne bovina está aquecido. A retração na disponibilidade de gado terminado dificulta a evolução dos abates e, conseqüentemente, a oferta de carne diminui.
O traseiro bovino, em valores nominais, bateu dois recordes históricos seguidos em outubro: R$5,10/kg na terça-feira (dia 2) e R$5,20/kg na quinta-feira (dia 4).
A carne bovina sem osso no atacado segue na mesma toada. A variação média entre a última semana de setembro e a primeira de outubro foi de 5,35%. Em dólares, a reação foi ainda maior, por conta da valorização do real.
No varejo as variações foram mais comedidas. Exceção para o mercado paulista, onde houve um aumento médio de 2,6%. No Rio de Janeiro, por sua vez, houve alta de 1%. Em Minas Gerais e no Paraná os preços seguem praticamente estáveis em relação à última semana de setembro.
De modo geral, o mercado varejista relata vendas mornas, ainda na expectativa de aquecimento após o pagamento dos salários. Com isso, há certa dificuldade do varejo em repassar as altas observadas no atacado.
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