As vendas de carne estão fracas, como é típico de final de mês. No entanto, os frigoríficos sustentam os preços.
No atacado, apesar de alguns recuos (veja tabela abaixo), o preço médio da carne bovina sem osso reagiu 1,37%. Como a cotação da arroba do boi gordo está despencando, pode-se dizer que a indústria está recuperando as margens.
Já no varejo foram registradas alterações positivas e negativas, como ilustra a figura 1. Destaque para São Paulo onde o mercado, apesar da demanda não estar muito aquecida, se manteve firme.

A tendência para os próximos dias é de preços relativamente estáveis, registrando oscilações pouco significativas para cima e para baixo. O consumo deve melhorar apenas na virada do mês.
Boa notícia: De acordo com o último levantamento do IBGE, a renda dos brasileiros mais pobres subiu 10,3% em 2006. Em 2005 o aumento já havia sido de 6,9%.
Vale a pena comemorar, uma vez que a elasticidade-renda da demanda por carne bovina no Brasil é alta. Varia de 0,5 a 1, o que significa dizer que a cada 10% de aumento de renda o brasileiro consome de 5% a 10% mais carne bovina.
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