A oferta enxuta de carne bovina com osso no mercado atacadista, apesar das vendas fracas, permitiu a sustentação dos preços e até alguns reajustes positivos na última semana.
A carne sem osso no mercado atacadista, conseqüentemente, apresentou reação para todos os cortes bovinos, com alta média de 2,61%, exceção apenas ao lombinho, com leve queda de -0,98%. A previsão de melhores vendas, com o pagamento dos salários, cria expectativas positivas.
No varejo a reação também foi positiva na primeira semana de julho, com alta de 5,7% no Paraná, 2,8% no Rio de Janeiro, 1,1% em Minas Gerais e 0,8% em São Paulo. O repasse dos reajustes que aconteceram no mercado atacadista foi adiado por algumas empresas para não prejudicar as vendas.
Um ponto favorável a ser observado é a alta no preço da carne de frango, que subiu 4,7% nesta semana. Dessa forma, como o consumidor brasileiro prefere carne bovina, o deslocamento do consumo por conta da alta dos preços deve ser menor.
A dificuldade no repasse diminuiu mais a margem entre os preços no atacado e varejo. A diferença atual é a mais baixa desde outubro de 2006.
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