No atacado, mercado firme para a carne bovina sem osso. Na média, as cotações reagiram 0,75% em São Paulo.
Apesar da demanda ter começado a diminuir, num movimento típico de segunda quinzena de mês, a oferta de carne encontra-se bastante ajustada.
Isso porque há pouco gado disponível para abate, o que faz com que as escalas dos frigoríficos avancem com muita dificuldade.
No varejo, principalmente nas cidades interioranas, as vendas estiveram melhores na semana do feriado do dia 7, pois além de ser início de mês, houve muitas confraternizações.
De toda forma, alguns varejistas têm reportado uma boa saída de carne para atender a demanda de escolas e clubes que estão promovendo festas juninas. Os “espetinhos” fazem sucesso.
Para os próximos dias, a tendência é que o consumo se enfraqueça um pouco mais. Mas a oferta, que tende a se manter relativamente reduzida, pode dar certa sustentação aos preços.
Nesse sentido, ajuda também a decisão russa de manter as compras de carne bovina brasileira ao menos até o início de julho. A partir daí, a continuidade dos negócios irá depender de algumas medidas a serem adotadas pelo Brasil.
A Rússia é o maior comprador de carne bovina do Brasil. Se parasse de importar, como vinha ameaçando, e essa carne fosse despejada no mercado interno, seria difícil segurar os preços.
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