Mercado frouxo para a carne bovina. Além do consumo fraco, graças à redução do poder aquisitivo da população (típico de final de mês), houve também um ligeiro aumento de oferta, em função de dois fatores principais.
Primeiro, a Rússia, maior importador de carne bovina brasileira, embargou 10 unidades frigoríficas nacionais, que acabaram direcionando uma parcela da produção, antes exportada, para o mercado interno.
Segundo, houve também um aumento, ainda que comedido, da oferta de animais para abate, graças ao frio que acometeu boa parte do País.
Diante desse quadro, as cotações da carne bovina sem osso, no atacado de São Paulo, recuaram 2,9%, em média.
No varejo, 100% dos entrevistados apontaram que as vendas estão fracas. Por conta disso, os preços caíram, como pode ser observado na figura 1.
Alguns varejistas observaram que o frio voltou a ajudar as vendas de carne suína, mas isso não foi regra para todos os estabelecimentos pesquisados.
A tendência é que o mercado se mantenha morno, ao menos até o próximo pagamento de salários.
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