O comércio de carnes começa a sinalizar demanda mais aquecida, conforme o varejo se reabastece.
A época é favorável, pois o consumo costuma reagir logo após o pagamento dos salários, previsto para a próxima semana. Apesar da perspectiva positiva, a cotação da carne bovina sem osso no atacado permaneceu estável, praticamente. Foram observados alguns recuos, mas todos sutis.
Para o varejo, o feriado do Dia do Trabalho ajudou nas vendas e todos os varejistas consultados reportaram mercado mais aquecido. Entretanto, o movimento não foi suficiente para aumentar os preços da carne ao consumidor final, que, pelo contrário, recuaram no Paraná (-0,5%), Minas Gerais (-2,0%) e Rio de Janeiro (-2,0%). Veja figura 1.
Apenas em São Paulo foram observadas alterações positivas. Em alguns casos eram promoções de fim de mês que deixaram de valer. Em média houve alta de 3,1% para as carnes no mercado paulista.
O recuo nos preços da carne no atacado, com e sem osso, observado ao final de abril, aumentou a diferença no preço recebido pela indústria em relação ao varejo (veja figura 2).
Atualmente, considerando o preço obtido com a venda apenas dos cortes do traseiro bovino, a indústria que vende carne sem osso recebe um valor 63,6% inferior ao praticado no varejo. Mesmo sem levar em conta os custos do varejo, essa margem é bastante elevada.
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