• Segunda-feira, 27 de julho de 2026
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Atacado e varejo

Atacado e varejo


O aumento na disponibilidade de gado para abate, com o conseqüente aumento na oferta de carne bovina no atacado, diante da dificuldade do escoamento do produto para o varejo, deixou o mercado especulado e com tendência de baixa. Mediante retração mais expressiva observada para o traseiro bovino, em relação ao boi gordo (veja mais na página 1), nota-se uma inversão no preço obtido com a comercialização dos cortes provenientes do traseiro. Enquanto o pecuarista, em SP, recebe cerca de R$480,48 pelo traseiro do boi gordo vendido ao frigorífico, este obtém R$475,20 com a venda da carcaça com osso no atacado, ou seja, o preço de comercialização da carne pela indústria está abaixo do “custo” da matéria-prima (boi). Veja a figura 2. No varejo, entretanto, a maioria dos profissionais consultados relatou vendas entre razoáveis e boas. Mas o cenário não é favorável, pois o consumo costuma cair agora. Em relação à semana passada, o preço médio da carne caiu em SP (-1,2%), MG (-0,3%) e RJ (-0,9%). Apenas no PR houve ligeira alta (0,9%). A queda poderia ter sido maior, mas alguns cortes mais “acessíveis”, como o coxão duro e o coxão mole, reagiram esta semana. Também houve aumento das vendas de cortes de dianteiro. Apesar dos recuos observados nessa semana, em relação ao mesmo período do ano passado os preços atuais reagiram significativamente. Veja na figura 1 a diferença do preço da carne bovina no varejo em abril de 2007 em relação a abril de 2006.
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