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Scot Consultoria

Conflitos na agricultura Brasileira


Segunda-feira, 22 de maio de 2006 - 11h10

AGRICULTURA De acordo com o governador de Mato Grosso, se o governo federal não encontrar uma solução para a crise pela qual passam os agricultores de todo o País, especialmente para o endividamento rural, a área plantada na próxima safra poderá recuar até 30%. Isso causaria a eliminação de 600 mil empregos na cadeia produtiva. O movimento "Grito do Ipiranga" segue firme e os impactos estão sendo sentidos pela população em geral. Em Cuiabá (MT) começa a faltar óleo de soja nas prateleiras dos atacadistas, em função da paralisação do trânsito do grão para o beneficiamento. Com isso, os preços já subiram cerca de 10%. Além disso, a crise no setor produtivo primário traz problemas às exportações de Mato Grosso. Somente o setor da soja é responsável por 79% da receita com exportação. Os resultados vinham sendo mantidos já que, apesar do dólar desfavorável, uma maior quantidade do grão vinha sendo vendida ao mercado externo. O problema é que, com o bloqueio das estradas e impedimento das cargas chegarem aos seus destinos, as exportações, em volume, devem recuar significativamente. A causa não é somente a paralisação das exportações, mas a soma de fatores que vem agindo de maneira desfavorável ao setor. Os reflexos da crise na agropecuária vão mais além. Ao longo do segundo semestre de 2006 e todo o período de 2007, a arrecadação dos principais Estados produtores agrícolas deverá sofrer uma drástica redução, o que pode impedir cumprimento de compromissos elementares como a saúde pública, educação, segurança e outras obrigações institucionais dos governos estaduais. Por enquanto, sentem mais as famílias que dependem direta ou indiretamente no setor agropecuário. Em breve, caso a situação crítica se mantenha, toda a população será afetada. De acordo com o Ministro da Agricultura, novas medidas de auxílio aos agricultores serão anunciadas em 25 de maio. Governadores de vários Estados atingidos pela crise solicitam que as medidas incluam a prorrogação de vencimentos de financiamentos e dívidas, securitização dos valores referentes ao custeio pecuário e agrícola das safras anteriores e pagamento das dívidas em 25 parcelas anuais, iguais e sucessivas a partir de outubro de 2007, com encargos pré-fixados de 3% ao ano. Agora é aguardar para que seja tomada uma decisão que permita aos produtores produzir, em acordo com o governo federal. A parte de alertar a população brasileira sobre a crise pela qual passa o setor está sendo feita, e muito bem feita.


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