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Scot Consultoria

Algodão – panorama atual


Segunda-feira, 3 de setembro de 2012 - 15h57

Como alternativa para rotação com a soja, os produtores do Centro-Oeste viram no algodão uma grande oportunidade de negócios na demanda interna, pela oportunidade de exportação e pela lucratividade da cultura.


Na segunda metade da década de 90 a cultura do algodoeiro migrou das áreas tradicionalmente produtoras para o cerrado brasileiro. Hoje esta região responde por 84,0% da produção de algodão, tendo o estado do Mato Grosso como o mais representativo.


Produção brasileira


Tendo como base as safras a partir de 1976/77, quando as regiões Nordeste, Sudeste e Sul disputavam a liderança de produção, tem-se ao longo do período uma constante mudança de tendências.


O Sul e Sudeste foram gradualmente perdendo espaço e o Centro-Oeste se afirmando na atividade. Atualmente o Nordeste detém 34,0% da produção, o Sudeste 4,0%, e o Centro-Oeste 62,0%.


Os dados do último levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicam que com uma área plantada de 1,40 milhão de hectares a safra brasileira de algodão, na temporada 2011/12, cuja colheita está em andamento, deverá totalizar 4,96 milhões de toneladas de algodão em caroço. Uma diminuição de 4,38% em relação ao colhido na safra passada. Veja tabela 1. 



Quanto ao destino das exportações, a China se destaca. Além de eles consumirem a produção interna, ainda importam grande volume para atender a demanda do país.


Em julho os chineses compraram 40,0% do total exportado pelo Brasil, o equivalente a 15,7 mil toneladas de pluma. Em segundo lugar vem a Indonésia, cujo volume importado é de 6,1 mil toneladas. Outros países que compram a pluma brasileira são: Taiwan, Coreia do Sul, Malásia, Paquistão, Tailândia, Turquia e Vietnã.


Veja na figura 1 a representatividade de cada país nas exportações brasileiras nos últimos quatro meses. 



 


Para 2012/2013 espera-se uma queda no volume exportado. Entretanto, a  China deve continuar como principal compradora.


Produtos


 Além da fibra, empregada em larga escala na indústria têxtil, a utilidade do cultivo de algodão dá-se também pelo seu uso no setor pecuário, sendo o caroço direcionado para alimentação de bovinos.


O caroço é empregado na dieta em forma de farelo ou inteiro, geralmente fornecido para animais em terminação (engorda) e para fêmeas em lactação.


A maior disponibilidade de caroço e de farelo de algodão acontece de junho a setembro, período de colheita e processamento.


Veja na tabela 2 o rendimento de caroço em relação à colheita total de algodão. 



Com relação à safra 2011/2012, o rendimento de caroço de algodão está estimado em 62,30% e, nas safras anteriores, a média foi de 60,68%.


Além disso, tivemos um aumento na produção de algodão da safra 2009/10 para a safra 2010/11, que decorre do aumento da área plantada. Acompanhe na tabela 3 as variações de área no período de 2005 a 2012. 



A área plantada aumentou gradualmente desde a safra 2005/06, mas a safra 2010/11 que apresentou a maior mudança, passando de 0,84 para 1,40 milhão de hectares. Um aumento de 59,68%.


Considerações finais


Para a safra 2012/13 é esperada queda na área plantada devido à competição com outras culturas, principalmente a soja, que está atualmente mais rentável do que a produção de algodão.


*colaborou Jéssyca Guerra






O Confina Brasil, expedição que promove o levantamento de dados da pecuária intensiva, já está na estrada. A meta em 2021 é mapear 40% do gado confinado no país. Siga o @confinabrasil no Instagram e acesse confinabrasil.com para acompanhar a expedição.


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