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Scot Consultoria

Custos em alta no campo


Segunda-feira, 11 de agosto de 2008 - 10h35

O custo de produção vem tirando o sono dos agricultores. O cenário otimista, mostrando grãos em alta e demanda firme, foi ofuscado pelo aumento mais que proporcional dos custos dos insumos. Para a próxima safra, muitos detalhes devem ser analisados na "ponta do lápis". A notícia do momento é a alta da inflação, ou melhor, a diminuição do ritmo de crescimento da inflação, provocada basicamente pela diminuição dos preços das commodities em geral, em especial as agrícolas (entenda-se milho, soja, trigo e derivados). Bom para uns, ruim para outros. O campo mais uma vez vê suas margens "achatadas" pelos custos dos insumos, que continuam em alta enquanto os preços dos principais produtos caem. Repare na figura1, a diferença entre o aumento dos fertilizantes, responsáveis em média por mais de 40% do custo de produção de uma roça de grãos, em comparação com a evolução dos preços da saca de milho e de soja a partir de setembro de 2007. Os dados foram colocados na base 100, a linha vermelha indica a inflação mensal de setembro de 2007 a julho de 2008. Repare que o preço da soja e do milho estão abaixo dela, enquanto fertilizantes e petróleo encontram-se acima. Ou seja: descontada a inflação do período, o produtor, num primeiro momento, viu seu produto acompanhar a alta da maioria das commodities, até meados de fevereiro deste ano, para atualmente verificar que os preços de seus produtos não acompanham a inflação no período. Os preços dos principais grãos já sofreram uma desvalorização de mais de 20% apenas nos últimos 30 dias, e o cenário para o curto prazo não favorece os agricultores. Com alguns fertilizantes com alta de mais de 100%. A situação é um exemplo clássico de perda de renda do produtor rural. Os fatores baixistas como a melhoria das projeções da produtividade nos EUA, a diminuição da atividade industrial da China em virtude dos Jogos Olímpicos, além da queda no preço do petróleo e volta às exportações da Argentina ainda devem permanecer "em cena". A partir do início da colheita norte-americana e de acordo com as intenções de plantio do Brasil, a tendência de preços menos atraentes poderá ser confirmada.
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