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Scot Consultoria

Scot Consultoria na 22ª Convenção Nacional da Raça Devon


Quarta-feira, 13 de julho de 2005 - 12h33

A 22ª CONVENÇÃO NACIONAL DA RAÇA DEVON, realizada nos dias 9 e 10 de julho, no Hotel Laje de Pedra, em Canela, na Serra gaúcha, evidenciou o fortalecimento da união dos criadores em torno dos interesses técnicos e comerciais que vem sendo implementados pela atual diretoria da Associação Brasileira de Criadores de Devon (ABCD). O evento, um dos mais tradicionais da pecuária brasileira, reuniu mais de 80 pessoas, com presença efetiva de cerca de 50 criadores, além de novos investidores e técnicos ligados à pecuária de resultados. “Produzimos novilhas ideais para incrementar novos plantéis, touros que transferem uma genética de alta eficiência aos rebanhos comerciais e ainda fêmeas que já são reconhecidas como as melhores receptoras de embriões da pecuária brasileira”, sintetizou o presidente da associação, criador João Vieira de Macedo Neto (foto). PAINÉIS EMPOLGARAM A promoção da Associação Brasileira de Criadores de Devon apresentou este ano dois destacados painéis, que foram desenvolvidos por palestrantes especialmente convidados e motivaram o grupo presente. Abrindo as conferências, na tarde do sábado, dia 9, o médico veterinário Artur Garcia Cademartori abordou o tema “Técnicas de Reprodução em bovinos, com ênfase à Transferência de Embriões/Fêmeas Receptoras”. Depois o zootecnista Fabiano Ribeiro Tito Rosa, da Scot Consultoria, de São Paulo, SP, falou sobre “As perspectivas para o Mercado de Carne Bovina”. TE: TÉCNICA VIÁVEL E RENTÁVEL A partir de uma linguagem comunicativa e de fácil assimilação, o médico veterinário Artur Cademartori (foto) mostrou aos criadores que, consideradas algumas questões técnicas e operacionais, a técnica da Transferência de Embriões já é corrente nos plantéis nacionais. O técnico, na verdade, procurou desmistificar o assunto, ainda tido por alguns como bastante complexo. Proprietário da empresa Central de Reprodução Bovina (com escritório em Porto Alegre, RS – fone: 51.9982.0324), Cademartori assinalou que a Transferência de Embriões é uma instrumento através do qual o produtor pode, em pouco tempo, formar – ou incrementar – um plantel de excelente nível em tipo e padrão genético. “É uma tecnologia de custo relativamente baixo para os resultados que proporciona e está ao alcance de qualquer criador organizado”, condiciona o técnico. Segundo ele, a Transferência de Embriões (TE), tanto pode ser executada nas próprias fazendas, como em centrais especializadas. “Quando não há condições na propriedade, os animais podem ser levados à centrais para a execução do processo”, explicou. Para o Doutor Artur Cademartori, a decisão de implantar ou não uma tecnologia como a TE vai variar de acordo com os objetivos estabelecidos pelo produtor. “Um embrião ao custo de R$250,00 não é caro se o produto nascido for valorizado em R$16 mil, que é um preço razoável para um animal de qualidade”, exemplificou o especialista. O técnico destacou ainda que o embrião é mais sadio na comparação com a compra de animais e por isto representa menor risco da disseminação de doenças no plantel. “A exemplo do que ocorria antigamente com a Inseminação Artificial, por exemplo, a grande barreira que ainda impede o maior uso da Transferência de Embriões é a falta de maior informação aos criadores”, observou o palestrante. DADOS E OTIMISMO Numa palestra didática, de eficiente comunicação e entremeada de muitos dados e gráficos apontando tendências, o zootecnista e especialista em agronegócio Fabiano Ribeiro Tito Rosa (foto), da Scot Consultoria, de Bebedouro – SP, provou a uma platéia interessada e participativa, que a pecuária realmente está em crise, com os preços baixos. Porém é um ciclo, e as tendências sinalizam para uma recuperação dos preços do boi. Fabiano Rosa encantou os presentes pelo volume e profundidade das informações que lançou em sua conferência, focada no “Mercado de Carnes”. Para ele, é fundamental que o produtor entenda que o importante na atualidade é a gestão, a administração de todos os fatores que atuam sobre a propriedade e exercem influência sobre os resultados através do tempo. “Os produtores não podem mais cuidar apenas da porteira da fazenda para dentro. É preciso encontrar novas estratégias de comercialização, ou através de alianças mercadológicas ou da formação de cooperativas de abates ou outras fórmulas adequadas a cada caso. Essas novas administrações deverão ser capazes de garantir renda e de impulsionar o sistema produtivo, colocando o produtor num patamar superior da área da produção e dos negócios”, sintetizou o especialista. “Na atualidade, o problema da pecuária deixou de ser a sanidade, o manejo ou outras situações ligadas ao trabalho. Hoje o que mais importa é a gestão dos negócios como um todo”, diz. “É preciso ser um produtor de carne e não de boi”, sentenciou o palestrante, observando que “o produtor rural precisa se transformar num empresário rural”. Fonte: ABCD
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