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Scot Consultoria

Áreas de baixa aptidão agrícola e seu melhor uso

Segunda-feira, 27 de março de 2017 - 14h10
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Foto: Scot Consultoria


Introdução


Historicamente, o processo continuado de redução da cobertura florestal e o uso inadequado dos solos vêm causando um aumento nos processos erosivos nas áreas agrícolas, e consequentemente, redução da fertilidade, aumento da poluição e assoreamento dos cursos d’ água.


Esses fatos, em muito contribuem para a redução da produtividade das lavouras, estagnação e até decadência econômica de muitos municípios e regiões brasileiras.


Uso do solo


De acordo com dados do Censo Agropecuário (IBGE, 2006), o uso do solo no Brasil é ocupado em 50,0% por pastagem, 19,0% por outras culturas e 31,0% com cobertura florestal.


Degradação


No decorrer dos anos, em muitas das situações, o uso da terra para as atividades agropecuárias não foi realizado com planejamento, ou seja, muitas áreas consideradas como áreas de baixa aptidão agrícola são utilizadas tendo um retorno financeiro insatisfatório para o produtor rural.


A pecuária, em especial a de corte ainda vêm sendo trabalhada de forma extensiva com pouco uso da tecnologia, diferente das outras atividades agrícolas, como por exemplo, a produção de grãos ou o plantio de culturas perenes.


Por esse motivo, muitas áreas de proteção permanente (APP) ou áreas de difícil acesso, seja ela decorrente de uma erosão ou pela característica normal do relevo, nas quais são consideradas áreas de baixa aptidão agrícola são destinadas para pastagens, causando danos ambientais.


Pressão ambiental


As pressões ambientais, tecnológicas e de mercado vem aumentando consideravelmente, sendo necessário o produtor rural se adaptar a essa nova realidade buscando um melhor aproveitamento das áreas mais produtivas e destinando as áreas de baixa aptidão agrícola para o cômputo da Reserva Legal na qual a legislação ambiental exige.


A avaliação da aptidão agrícola consiste, em síntese, na interpretação das qualidades do ecossistema por meio da estimativa das limitações das terras para uso agrícola e das possibilidades de correção ou redução dessas limitações, de acordo com diferentes níveis de manejo. Como, por exemplo, nas áreas muito declivosas, até que ponto é viável o investimento de adequá-las para plantio ou pastagem ou se revertê-las em áreas de preservação de fauna e flora torna-se uma melhor saída.


Final


É importante ressaltar que as propriedades rurais além de ganhar os benefícios ambientais e cumprir com a legislação ambiental em vigor, principalmente no que diz respeito à restauração de Áreas de Preservação Permanente e no cômputo de Reserva Legal ainda é possível, com um trabalho tecnificado e planejado buscar uma maior produtividade através da intensificação e ainda ter um maior ganho financeiro. 


Referências


ATTANASIO, Cláudia Mira et al. Adequação Ambiental De Propriedades Rurais Recuperação de Áreas Degradadas Restauração de Matas Ciliares. Piracicaba: Universidade de São Paulo (USP), Departamento de Ciências Biológicas, 2006. 65 p. Disponível em: http://www.esalq.usp.br/gerd/Recuperacao/ApostilaTecnicoLERFFinal1.pdf . Acesso em: 11 mar. 2017.


EMPRESA BRASILEIRA DE PESQUISA AGROPECUÁRIA (EMBRAPA). Diagnóstico de Pastagens no Brasil. Disponível em https://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/102203/1/DOC-402.pdf . Acesso em: 16 mar. 2017.


SERVIÇO GEOLÓGICO DO BRASIL (CPRM). Sistema de Avaliação da Aptidão Agrícola das Terras. Disponível em: http://www.cprm.gov.br/publique/media/geodiversidade/rjaptidao/aptidao_sistema.pdf . Acesso em: 11 mar. 2017.


INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). Censo Agropecuário 2006. Disponível em: http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/economia/agropecuaria/censoagro . Acesso em: 17 mar. 2017.


Autores:



Natália G. Munhoz Ciocca, biológa formada pela UNIRP e pós-graduada em Gerenciamento Ambiental pela ESALQ/USP.



 


Ricardo Spadão, engenheiro agrônomo pela Universidade de Taubaté e pós-graduado em Agronegócios pela FASAR.



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