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Conhecendo o outro lado


Sexta-feira, 21 de agosto de 2009 - 16h01

REDUÇÃO DA EMISSÃO DE C02

Tenho um amigo na Holanda que é sócio fundador de uma empresa que comercializa créditos de carbono em nível internacional.

Ele esteve no Brasil em viagens de negócio algumas vezes e recentemente nos falamos.

Ele comentou que os negócios dele no Brasil avançaram muito pouco. Saiu apenas um projeto pequeno no Mato Grosso relacionado à preservação de floresta.

Comentei que, aqui no Brasil, o tema de preservação da floresta está na mídia diariamente, incluindo o regime de Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação (REDD).

A idéia do REDD é que os países ricos paguem pela preservação.

Aí veio a minha surpresa. Ele me disse que concorda com a tese, mas teme que o pagamento seja realizado e que, mesmo assim, a floresta venha ao chão.

Não posso afirmar que este seja o pensamento coletivo dos europeus sobre o REDD. Porém, acredito que não fuja muito disso.

ALIMENTAÇÃO DA POPULAÇÃO MUNDIAL

Também tenho uma tia na Holanda que me mandou um caderno especial do jornal Trouw, nome que traduzido para o português significa “Fiel”.

O jornal circula em Amsterdam e região, com uma tiragem diária de aproximadamente 100 mil exemplares.

O caderno especial era sobre alimentação sustentável, de autoria de Kees de Vré.

De novo me surpreendi. Agora, com duas matérias, cujos títulos traduzi livremente para “Alimento de Verdade – Comida não sai da fábrica” e “Agricultura Urbana – Cultivo na cidade tem vantagens”. A primeira contra a indústria da alimentação. Ambas em defesa da produção local e regional de alimentos.

A primeira também estampava os “fatos e dados”, da figura 1.



Felizmente, também encontrei como contraponto uma terceira matéria intitulada, numa tradução livre, “Pense Grande – Uma horta residencial não alimenta o mundo”. Nela aparecem as necessidades de produção em larga escala, com uso eficiente de insumos como água e adubos, para fornecer alimento barato para as grandes cidades.

O NOSSO LADO

Nós brasileiros vemos na exportação de alimentos e biocombustíveis uma grande oportunidade de crescimento econômico.

Para tanto, precisamos conquistar a confiança e atender às necessidades dos países importadores. Precisamos conhecer o outro lado.

Ao mesmo tempo, precisamos demonstrar que somos dignos de confiança e como vamos atender às necessidades dos países importadores de forma sustentável.

Tomara que a revisão do nosso Código Florestal, em andamento no Congresso Nacional, consiga conciliar produção agrícola e preservação da floresta.

Eles também precisam conhecer o nosso lado.

A negociação do REDD no âmbito do novo tratado mundial sobre mudanças climáticas, em dezembro, em Copenhagen, é uma ótima oportunidade de exposição e defesa dos nossos interesses.

Os dois lados precisarão usar a razão e controlar a emoção.

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