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Scot Consultoria

Cesta volta a subir e atinge R$356


Sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011 - 09h22

A trégua da cesta básica durou pouco. Nesta semana, o consumidor do Grande ABC já gasta R$356 para encher o carrinho do supermercado, 1,44% mais do que os R$351 desembolsados na semana anterior. Os produtos do setor de hortifruti e a carne bovina foram os principais responsáveis pela alta. Para se ter ideia, o quilo do coxão mole voltou a custar R$15,50 contra os R$14 que eram cobrados no período anterior. Mesmo com a carne mais barata no atacado, o engenheiro agrônomo da Craisa (Companhia Regional de Abastecimento Integrado de Santo André) e autor da pesquisa, Fábio Vezzá de Benedetto, estima que o item não deve cair para os consumidores nos próximos dias. “Se compararmos com o mesmo período do ano passado, vemos que a carne teve alta acentuada. A trajetória normal seria de que nos próximos meses ela seguisse isso e continuasse a subir”, diz. A certeza sobre como ficará o panorama do setor só chegará em abril, quando o segmento receberá os animais que ainda são preparados para o abate. O cenário dependerá da qualidade da produção e da quantidade que será destinada para exportação. “É bom ter em mente que mesmo que a produção seja boa, o preço não sofrerá retrocesso. Não voltará a custar o que custava em 2010, apenas não ficará mais alto”, explica Alex Lopes da Silva, consultor de mercado e zootecnista da Scot Consultoria, especializada no mercado agropecuário. Enquanto a carne bovina segue em alta, Benedetto recomenda que consumidores troquem o produto pelo frango, que nesta semana está 1% mais barato e custa R$3,98 o quilo. “A carne de porco também está com preço mais acessível e é uma opção para a carne bovina”, diz. Mesmo com a diminuição no ritmo das chuvas, os produtos do sacolão ainda estão com os preços salgados. Além da alface, que aumentou 5,11% em relação à semana anterior, o tomate mostra-se grande vilão, com acréscimo de 7% no preço. O quilo já é encontrado, em média, por R$ 4 nos supermercados. “Mas achamos ainda mais caro em alguns locais. Recomendamos que a dona de casa busque outros produtos por enquanto para pressionar a baixa”, afirma. A expectativa é de que os valores do setor também caiam em meados de abril, após a chegada do outono e a melhora do clima. Industrializados vão custar até 20% mais A dona de casa pode preparar o bolso. Na virada de janeiro para fevereiro, produtores de alimentos industrializados e de artigos de higiene pessoal e limpeza doméstica - que usam açúcar e petróleo em suas fórmulas - apresentaram novas tabelas de preços aos supermercados, que preveem aumentos entre 5% e 7%. Em alguns casos, porém, como o dos detergentes líquidos e refrescos em pó, a alta chega a 20%. “Eles fizeram os cálculos levando em consideração a inflação de 2010 e restabeleceram valores em cima disso. Os supermercados estão tentando diminuir o impacto, mas, certamente, haverá aumento”, explica o diretor de economia da Apas (Associação Paulista de Supermercados), Martinho Paiva. Enquanto o varejo negocia o aumento, muitos itens - que possuem grande demanda de consumo - desaparecem nas prateleiras, o que deve dificultar o período de conversa entre as redes e as indústrias. “Já notamos falta de muitos produtos nas gôndolas, principalmente detergentes e molho de tomate”, conta Fábio Vezzá de Benedetto. Fonte: Diário do Grande ABC. Economia. Por Paula Cabrera. 25 de fevereiro de 2011.
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