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Scot Consultoria

Crise bovina: JBS demite 742 pessoas em SP e reforça as operações em MT


Quinta-feira, 16 de julho de 2009 - 12h08

As demissões que a JBS-Friboi confirmou ontem em unidades de abate de bovinos no Estado de São Paulo indicam que a estratégia da empresa é priorizar regiões com mais disponibilidade de gado bovino, como o Mato Grosso, acreditam analistas do setor. A companhia justifica os desligamentos dizendo que se devem “a um movimento contínuo de melhorias da eficiência da empresa e da modernização de nossos parques fabris”. Por meio da assessoria de comunicação, a empresa, que é o maior frigorífico de carne bovina do mundo, informou que foram demitidos 276 funcionários na unidade de Barretos, 208 em Presidente Epitácio e 258 em Andradina, num total de 742 pessoas. Na semana passada, a companhia já havia mandado 172 embora em Campo Grande (MS). Fabiano Tito Rosa, analista da Scot Consultoria, observa que o rebanho bovino paulista passou por um enxugamento nos últimos anos, por isso os frigoríficos buscam regiões em que a disponibilidade de boi é maior. “Acredito que é um ajuste em função da oferta de gado”, disse, referindo-se às demissões promovidas pela JBS. Num sinal de que busca proximidade com a oferta de matéria-prima, a companhia anunciou, no começo deste mês, o arrendamento, com opção de compra, de cinco unidades no Mato Grosso e contratou três mil pessoas. As plantas eram operadas pelo frigorífico Quatro Marcos, que é dono de duas delas. As outras três pertencem a um grupo privado, que as arrendava para o Quatro Marcos e passou a alugá-las para a JBS. Segundo a JBS, a demissão nas plantas paulistas não levará à redução na produção nessas unidades nem na capacidade de abate. Em Barretos, a capacidade é de 2.500 cabeças por dia; em Andradina, de 1.500 bovinos por dia e em Presidente Epitácio, de 1.000 animais por dia. Hoje, a capacidade total de abate da empresa é de 26 mil cabeças de gado por dia - era de 20.850 antes do arrendamento das cinco unidades em Mato, segundo a assessoria da empresa. As informações entre funcionários da JBS é de que a empresa deve fazer mais demissões e que estas poderiam a chegar a quatro mil no país, disse ontem a presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Alimentação e Afins em Araçatuba, Dulce Ferreira. Questionada sobre esse número, a assessoria da JBS não respondeu até o fechamento desta edição. Em nota, disse ainda que as demissões não têm relação com a queda das exportações de carne e que não há fechamento de unidades. Na Bovespa, as ações da empresa recuaram 3,29% ontem. Fonte: Valor Econômico. Agronegócios.15 de julho de 2009.
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