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Scot Consultoria

Setor projeta crescimento de 50% nas vendas em 5 anos


Quinta-feira, 21 de agosto de 2008 - 10h13

O interesse dos pecuaristas brasileiros, sobretudo o dos produtores de leite, em investir na melhoria do rebanho por conta da demanda crescente das indústrias, leva outro elo da cadeia pecuária a projetar crescimento: o da inseminação artificial. Essas empresas, muitas de capital estrangeiro, projetam aumento de 50% das vendas de doses de sêmen de bovinos em cinco anos. A projeção do setor é comercializar 11,2 milhões de doses em 2012. No ano passado, esse volume foi de 7,4 milhões de doses (nacionais e importadas), sendo que, somente para 2008, a projeção é de no mínimo repetir o crescimento do ano passado, que foi de 11%, e alcançar vendas de 8,3 milhões de doses. As informações são de Alexandre Lima, diretor tesoureiro da Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia) e também gerente de negócios da ABS Pecplan - umas das companhias que atuam nesse segmento. Entre outros players desse mercado estão a CRV Lagoa, Alta Genetics e Semex Brasil. No ano passado, o segmento movimentou cerca de R$300 milhões, incluindo serviços e vendas de equipamentos, segundo Lima. Leite Há forte expectativa por parte dessas companhias no incremento das vendas de sêmen para o segmento de leite. Isso porque os produtores estão buscando melhorar a qualidade e a produtividade por vaca para atender à demanda crescente das indústrias. A compra de sêmen de animais com melhores características genéticas levam a melhores resultados da produção. Na pecuária de corte, esse interesse pela profissionalização ocorre a mais tempo. Tanto que há programas de melhoramento genético, por exemplo, enquanto que para o segmento leiteiro não existe ainda esse tipo de iniciativa no Brasil, lembra Lima. “Grande parte do volume de sêmen que o país importa é de gado holandês”. O interesse do produtor de leite em investir ocorre nos últimos anos. Bom termômetro é o crescimento das importações, que vem ocorrendo ano a ano desde 2005. Em 2007, o Brasil importou 2,8 milhões de doses, 29,12% mais que no ano anterior. A ABS Pecplan, diz Lima, espera dobrar as vendas para esse segmento em cinco anos. Nos últimos quatro anos, as vendas da CRV Lagoa para os produtores de leite cresceram entre 30% e 40%, segundo informou recentemente ao DCI Wiliam Tabchoury, gerente de produto leite da empresa. Do total comercializado pela empresa por ano no Brasil, de 1,7 milhão de doses, o leite representa 50%. O sêmen sexado (é possível escolher o sexo do bezerro que vai nascer) tem sido objeto de atenção dos produtores de leite, já que em uma propriedade leiteira é fundamental o nascimento de fêmeas. Esse tipo de sêmen resulta de tecnologia recente e as empresas esperam comercializar 200 mil doses em 2008. A ABS estima vender 100 mil doses do sexado neste ano, sobre as 60 mil comercializadas em 2007, diz Lima. Economia A inseminação artificial pode ser alternativa para economia de custos. No caso do leite, o produtor pode optar por comprar menos touros reprodutores e adquirir doses de sêmen - que têm preços acessíveis para pecuaristas de todos os portes, garantiu Tabchoury. Uma dose, dependendo do touro, pode custar R$25,00. Um animal pode fazer a cobertura de 30 fêmeas por ano e o seu preço pode variar entre R$3 e R$8 mil. Ao optar pela inseminação, será possível emprenhar o mesmo rebanho com gasto em torno dos R$1,5 mil considerando o mesmo período de tempo. Porém, vale lembrar que um touro tem vida útil de, em média, cinco anos. Ao optar pela inseminação artificial, o produtor economizará na alimentação desses animais e com os cuidados sanitários, lembra Lima. Além disso, as fazendas de leite são menores do que as de corte e talvez seja mais prático usar da inseminação. Nas propriedades de corte há praticidade na compra de machos melhorados para a cobertura das fêmeas. “Para ser um grande produtor de leite não é necessário uma grande área. Conta mais a produtividade por vaca do que o número de animais para engorda”, lembra Cristiane Turco, consultora da Scot Consultoria. As empresas de comercialização de sêmen bovino, que movimentaram R$300 milhões em 2007, apostam principalmente na pecuária leiteira para obter um crescimento de 50%. Fonte: DCI. Agronegócios. Por Érica Polo. 21 de agosto de 2008.
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