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Scot Consultoria

Boi: novo status do ms terá efeito sobre preços no médio prazo


Quinta-feira, 31 de julho de 2008 - 09h43

A recondução do status sanitário de Mato Grosso do Sul para área livre de febre aftosa com vacinação é um fator de alta de preços, mas que deve ter um efeito prático apenas no médio prazo. A avaliação é do analista Fabiano Tito Rosa, da Scot Consultoria. Para ele, a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) é uma balizadora do mercado e não determina regras a serem seguidas. “A recondução do status é um argumento a mais para negociar a abertura de mercados que estão fechados, mas não é amanhã que o Mato Grosso do Sul voltará a exportar”, afirma Tito Rosa. A avaliação é compartilhada pelo analista José Vicente Ferraz, diretor técnico da AgraFNP. Para ele, os efeitos de curto prazo serão muito pequenos, mas a notícia abre caminho para que o Mato Grosso do Sul possa habilitar as exportações para outros mercados. “Para os mercados que estão fechados ainda é preciso uma nova avaliação, caso da União Européia, ou de negociações políticas, caso dos Estados Unidos, Chile e Japão”, explica Ferraz. Em relação à União Européia, Ferraz lembra que é necessário que as fazendas do Mato Grosso do Sul sejam incluídas na lista de propriedades habilitadas. “Por mais que o governo diga que não, o número de fazendas ainda é ridículo e o processo de habilitação ainda é muito lento”, afirma o consultor. Em sua opinião, o governo estaria atrasando o processo de certificação para limitar as exportações de carne para a Europa e evitar uma disparada de preços no mercado interno. Em nota, o frigorífico Independência informou que além da União Européia, outros mercados teriam interesse na carne brasileira. “Entre os países que ainda mantém restrições à carne do Mato Grosso do Sul estão a União Européia, Angola, Argélia, Filipinas, Líbano, Moçambique, Noruega, Paraguai e Suíça. Todos estes países possuem tradição em comprar carne bovina brasileira”, diz a nota. O Independência possui três plantas no Mato Grosso do Sul, localizadas em Nova Andradina, Campo Grande e Anastácio, que somam uma capacidade de abate de 3.000 cabeças por dia. A expectativa do governador do Mato Grosso do Sul, André Puccinelli, é de que até o final deste ano o Estado consiga o certificado para exportar para o mercado europeu. De acordo com Puccinelli, o Estado vem exportando para o Egito, Iraque e alguns países da África, já acessando 36 mercados. Para ele, o impacto na arrecadação estadual com o reconhecimento da OIE deve ocorrer no próximo ano. “Com a aftosa, a arroba do boi no Estado perdeu valor e chegou a R$65,00; com o certificado da OIE, a arroba do boi deve subir”, disse, em nota. Fonte: Broadcast. Por Alexandre Inácio. 30 de julho de 2008.
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