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Scot Consultoria

Captação de leite avança e preços ao produtor voltam a cair no país


Terça-feira, 1 de dezembro de 2009 - 10h02

O aumento da oferta de leite por causa da safra nas regiões Sudeste e Centro-Oeste do país derrubou os preços pagos aos produtores em novembro. A matéria-prima, entregue em outubro, teve preço médio de R$0,644 por litro, aponta levantamento da Scot Consultoria. O valor é 5,7% inferior ao pago em outubro e entregue em setembro. Levantamento do Cepea/Esalq, da Universidade de São Paulo, mostra queda de 8,8% na mesma comparação, para uma média de R$0,6371/litro. A pesquisa leva em conta preços no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Bahia. Segundo o Cepea, houve um aumento expressivo - de 7,6% - do volume captado em outubro por laticínios e cooperativas. O Índice de Captação de Leite/Cepea atingiu o maior nível do mês de outubro desde o início da pesquisa, em junho de 2004. O volume captado ficou próximo dos picos históricos de dezembro de 2007 e de janeiro de 2008. Na avaliação do Cepea, o aumento da captação deve-se em grande parte ao período chuvoso e às temperaturas altas nas principais bacias leiteiras, o que favorece a produção de pastagens. Outro fator que pressionou as cotações do leite ao produtor foram as importações de lácteos do Brasil, que cresceram este ano, diz o Cepea. Além da oferta maior, a demanda por lácteos no varejo começa a diminuir nesta época, com a proximidade do fim do ano, diz Rafael Ribeiro, consultor da Scot. Por conta disso, alguns laticínios que ampliaram a captação estão optando por secar o leite para produzir leite em pó. Ainda que as exportações do produto tenham caído este ano, a expectativa é de melhora em 2010, avalia Ribeiro. Uma das razões é que os preços internacionais já começam a se recuperar. O acompanhamento da Scot mostrou que os preços do leite longa vida no varejo também recuaram em novembro, reflexo da oferta maior. O preço médio ficou em R$1,59 por litro, ante R$1,71 em outubro. Para Ribeiro, a tendência é de que o valor pago aos produtores continue a recuar até janeiro, por causa do período de safra. Fonte: Valor Econômico. Agronegócios. Por Alda do Amaral rocha. 1 de dezembro de 2009.
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