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Scot Consultoria

Produção de leite a pasto

Entrevista com o fundador e diretor da MSB Agronegócio, Mozar Salviano Barreto

Segunda-Feira, 23 de Setembro de 2019 - 05h55
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Médico veterinário e pós-graduando em pecuária leiteira e manejo intensivo de pastagens (FACEB). É fundador e diretor da MSB Agronegócio.

Foto: Scot Consultoria


O Encontro dos Encontros da Scot Consultoria está chegando. Na rodada de entrevistas da semana, nosso convidado é Mozar Salviano, um dos nossos palestrantes do Encontro de Pecuária Leiteira, que comentou um pouco sobre a produtividade de leite de vacas criadas a pasto.

O encontro acontecerá de 30 de setembro a 4 de outubro de 2019, em Ribeirão Preto - SP. Para mais informações, acesse: encontros.scotconsultoria.com.br.

Scot Consultoria: Mozar, como o produtor pode minimizar os efeitos do estresse térmico das vacas a pasto?

Mozar Salviano: O que mais tem sido utilizado é o sombreamento natural ou sombrite, quando há pouca área de sombra, e fazer uma área de descanso bem planejada, que não fique longe dos piquetes. Também é muito importante deixar à sombra cochos com comida e água potável de qualidade.

Scot Consultoria: Como deve ser feita a suplementação na época da seca? E das águas, é necessário fazer?

Mozar Salviano: A suplementação deve ser feita de acordo com cada propriedade e seu sistema de produção.

Nas propriedades que possuem irrigação de pastagem no inverno, é possível colocar metade da lotação do verão, tratando assim somente da outra metade. Neste caso, o trato é feito com silagem de milho e em outras utilizamos silagem de cana.

Já nas propriedades que não possuem irrigação de pastagem, o trato dos animais é realizado com silagem de milho na seca.

Nas águas, como há boa oferta de pastagem, algumas propriedades suplementam as vacas com concentrado, de acordo com a sua produção. Normalmente utiliza-se farelo de soja, farelo de fubá, caroço de algodão e polpa cítrica.

Em fazendas com uma média de produção mais elevada, além do pasto, é oferecido um “lanche” com mistura de silagem para as vacas complementando o concentrado.

Scot Consultoria: Existem forrageiras melhores para a produção de leite a pasto? Como o produtor pode fazer essa escolha?

Mozar Salviano: Não existe uma regra, normalmente se trabalha de acordo com o tipo de forrageira existente na propriedade, para diminuir de início o custo de produção.

Preferencialmente indicam-se os Panicuns, como, por exemplo, o mombaça, que é fácil de manejar e conseguimos explorar bem a produção.

Também tem a opção de utilizar o tifton, que, apesar de ter uma produção boa de forragem, peca em ter um manejo mais trabalhoso, onde precisa de uma atenção maior.

Hoje o mercado nos oferece forrageiras novas, mas os Panicuns ainda são os mais recomendados.

Na hora de escolher a forrageira, primeiramente o produtor precisa avaliar sua capacidade de investimento de acordo com sua produção. Em seguida, a mão de obra associada ao tipo de forrageira, pois esta necessita ser manejada corretamente para atender uma boa produção.

Scot Consultoria: Mozar, o senhor poderia nos dizer qual a importância de um evento como esse para a pecuária leiteira nacional?

Mozar Salviano: Na minha opinião um evento como este traz um impacto muito positivo para a pecuária leiteira, isso se deve principalmente pela troca de experiências entre técnicos, produtores e pesquisadores.

O mercado está em constante mudança e trazer novidades que agregam ao ciclo produtivo é muito bem-vindo, acredito que esse é o caminho para alavancar a produtividade leiteira em nosso país.

Entrevista originalmente publicada no informativo Boi & Companhia, edição 1357.


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