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Scot Consultoria

Quais as variedades de capim que mais suportam deficiência hídrica?


Quarta-feira, 2 de agosto de 2017 - 06h00

Foto: http://www.wolfseeds.com


Quais as variedades de capim que mais suportam deficiência hídrica? Existe “capim salvador”?


Esses e outros questionamentos foram levantados durante uma entrevista com Rodrigo Barbosa, engenheiro agrônomo pela UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) e pesquisador da Embrapa Gado de Corte.


Durante o Encontro de Adubação de Pastagens Scot Consultoria, que será realizado em Ribeirão Preto-SP nos dias 3 e 4 de outubro, Rodrigo Barbosa, da Embrapa, explicará quais são os cuidados que devem ser tomados no momento da escolha da espécie forrageira com foco no aumento da produtividade na fazenda.



Foto: Rodrigo Barbosa, da Embrapa Gado de Corte.


Confira na entrevista a seguir quais serão os temas mais importantes que ele abordará durante o evento e não perca essa oportunidade de conhecimento! Faça sua inscrição pelo site http://www.scotconsultoria.com.br/encontros/ ou pelo telefone (17) 3343-5111.


Scot Consultoria: Primeiramente, gostaríamos que o senhor desse uma palhinha sobre o tema de sua palestra durante o Encontro de Adubação de Pastagens da Scot Consultoria? O que os participantes podem esperar da sua apresentação?


Rodrigo Barbosa: Basicamente, devido ao tempo reduzido, gostaria de direcionar o produtor para que ele entenda que são vários os fatores a serem levados em consideração na escolha da forrageira de acordo com cada realidade da propriedade e de cada sistema de produção. Não existe um capim “salvador” e este é o grande problema. O importante é identificar e conhecer cada material forrageiro para se adequar ao que o produtor precisa.


Scot Consultoria: O Brasil é um país que oferece condições climáticas adequadas para o sistema de criação em pastagem, mas os dados ainda nos mostram sérias situações de degradação. Qual deve ser o primeiro passo do pecuarista que procura melhorar essa situação?


Rodrigo Barbosa: Pasto degradado é uma coisa muito comum no Brasil, não é? Mas, a melhoria começa na escolha do material forrageiro de acordo com cada região e de acordo com o modelo de sistema produtivo.


O segundo passo, após a escolha, é o manejo da taxa de lotação. O que vemos hoje é uma carga de animal muito alta, sobrecarregando a capacidade da pastagem e degradando-a. Aliado a isso, manutenção de fertilidade do solo inexistente e, dessa maneira, o capim acaba morrendo.


Scot Consultoria: Sobre a capacidade de suporte de carga de uma pastagem na seca, qual a variedade de forragem que permite uma maior taxa de lotação nesta época?


Rodrigo Barbosa: Não tem muito milagre, pra ser sincero. Todas as plantas forrageiras necessitam de água para sobrevivência e na seca todas apresentam diminuição do potencial produtivo.


Existem variedades que são um pouco mais adaptadas à essas condições, como a Brachiaria decumbens, BRS Paiaguás (Brachiaria brizantha). Estas variedades suportam a deficiência hídrica um pouco melhor que as outras. Em um pasto relativamente bom, consegue-se colocar de 0,9 a 1,2 UA/ha aproximadamente, e em pasto de BRS Paiaguás conseguimos colocar 1,5 UA/ha.


Scot Consultoria: Quais são os principais fatores a serem levados em consideração para a escolha da forrageira? O valor nutritivo é determinante nessa escolha, Rodrigo?


Rodrigo Barbosa: O valor nutritivo não é o determinante. Primeiro passo é a definição do modelo que se aplica à cada produtor (se é cria, recria ou engorda), na sequência determina-se o material forrageiro. O segundo passo é conhecer o clima da região, as características físicas e químicas do solo e, a partir disso, temos embasamento para escolha da forrageira.


O valor nutritivo é um bom índice quando temos um excelente manejo na propriedade. Em resumo, o ideal é conhecer bem a região e as características para a escolha do melhor material.


Scot Consultoria: A Embrapa tem pesquisado novas cultivares forrageiras? Pode nos adiantar algo sobre o assunto?


Rodrigo Barbosa: No programa da Embrapa Gado de Corte estamos concentrados nas pesquisas com os gêneros Panicum, Brachiaria e também temos pesquisas com Sthylosantes. Há uma previsão de, aproximadamente, cinco anos para o lançamento de uma nova Brizantha.


Nosso programa não para e estamos sempre com novos materiais forrageiros e novos híbridos. Atualmente, estamos buscando pesquisas com nichos e estamos focados em solos com problemas de encharcamento e materiais forrageiros mais eficientes no uso de nutrientes. Este é o nosso foco pelos próximos dez anos, aproximadamente.



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