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Carta Grãos - Importações brasileiras de soja e milho: desempenho em outubro e novembro


Segunda-feira, 23 de novembro de 2020 - 12h00


Em 16 de outubro, o governo brasileiro suspendeu a Tarifa Externa Comum (TEC) cobrada sobre a importação de milho, soja, óleo de soja e farelo de soja, de países de fora do Mercosul.


Para o milho, a suspenção da TEC se estenderá até março de 2021, enquanto para a soja, o prazo terminará em janeiro do ano que vem.


O objetivo da medida foi conter as altas nos preços do milho e da soja (e dos farelos) no mercado doméstico, e evitar o desabastecimento, visto os estoques baixos, principalmente os de soja em grãos.


Importações

Em outubro e novembro, as importações de soja aumentaram frente ao mesmo período do ano passado, já resultado da suspensão da tarifa.


No entanto, os volumes, apesar da grande variação percentual em relação ao que normalmente o país compra no mercado internacional, em termos absolutos, são pequenos em relação à demanda doméstica.


Com base nos dados da Associação das Indústrias Brasileiras de Óleos Vegetais (Abiove), o volume médio mensal de soja processada em outubro e novembro (médias de 2015 a 2019) é de 3,37 milhões de toneladas.


Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), em outubro, o país importou 97,31 mil toneladas de soja em grão, frente às 1,38 mil toneladas no mesmo período do ano passado. Em novembro, até a segunda semana, o país já havia importado 58,14 mil toneladas de soja, frente às 6 mil toneladas importadas em todo o mês de novembro do ano passado.


No caso do milho, os volumes importados em outubro e na parcial de novembro ficaram abaixo na comparação anual. Em outubro foram importadas 190,81 mil toneladas, frente às 217,26 mil toneladas importadas no mesmo mês de 2019.


Em novembro, até a segunda semana, o Brasil importou, em média, 10,61 mil toneladas, volume 1,6% menor que a média de novembro do ano passado.


Queda nos preços no mercado brasileiro

A isenção da TEC para a importação de soja e milho colabora com a menor pressão de alta sobre os preços dos grãos, já que acaba impondo um teto aos aumentos de preços no mercado brasileiro, com base nas cotações no mercado internacional.


No entanto, o maior volume importado nos últimos meses não foi o principal fator de queda nos preços do milho e soja em novembro no mercado brasileiro.


No caso, a forte queda do dólar frente ao real, o ritmo menor das exportações e o clima mais favorável no país desde meados de outubro, com as chuvas mais regulares e a redução dos atrasos na semeadura da safra de verão 2020/21, foram os principais fatores de queda nas cotações do milho e soja.


De qualquer forma, os recuos nas cotações têm sido limitados pelos baixos estoques internos e à demanda firme.


Para o curto prazo, esse deverá ser o comportamento dos preços no mercado interno: mais calmos e quedas não estão descartadas, a depender do dólar e do clima (e situação das lavouras de verão), mas com a pequena disponibilidade interna limitando as quedas no curto e médio prazos.



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