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Carta Gestor - Tudo o que sobra, a gente desperdiça, inclusive dinheiro


Quinta-feira, 16 de janeiro de 2020 - 08h00


Agora é a hora!


Agora é a hora! De fazer margem e ganhar 20% a mais na arroba ou na venda do bezerro. Com a alta da arroba que alcançou patamares recordes nos últimos meses, sim, é possível rentabilizar mais.


Nunca vi tantos pecuaristas otimistas, respirando fundo e arregaçando as mangas. Tirando projetos da gaveta, indo para a fazenda com seus filhos ou netos e acreditando no negócio. Sim, devem fazer isso. Ao acompanhar e analisar esse setor, pelos olhos da gestão há duas décadas, acredito que alcançamos outro patamar de preços, pois voltamos a estar acima do IGPM, índice que foi referência. Porém, mais do que nunca, é preciso rigor e foco para que a fazenda alcance seu melhor resultado. Vale lembrar que a disciplina foi a grande lição que o valor baixo nos impôs até aqui.


O momento é propício, pois estamos no meio da partida, isso já que o projeto se encontra no meio do ano de exercício, ou seja, o ano safra que vai de julho a junho. O placar também está favorável ao pecuarista já que o valor da arroba vem de um período de alta no mercado, pois superou os R$200,00. E, dentro da porteira, estamos na fase das águas, quando é produzida a arroba mais barata do ano. Somado a isso, emocionalmente, a virada para 2020 faz com que até os mais durões parem para pensar em projetos, repensar atitudes e construir metas pessoais. Tudo está muito propício!

O perigo


O perigo está em afrouxar o cinto a partir dessa onda positiva. Por exemplo, agora não é hora de plantar palmeiras imperiais na sede da fazenda, mas de substituir aquele trator mais antigo que demanda mais manutenção. As palmeiras imperiais são lindas, mas não reduzem o custo fixo como um novo trator que gasta menos combustível para o mesmo trabalho. O rigor e a disciplina com o projeto não podem tirar férias e é preciso gastar bem. Tenha em mente que o valor da arroba premia o eficiente, mas não resolve o problema do ineficiente.

Policie-se


Chamo a atenção para que se mantenha a disciplina, pois uma das reflexões que nosso benchmark nos trouxe é que quando as coisas vão bem, há tendência em dar uma relaxada. Todo ano, seja de alta ou de baixa, boa parte das fazendas que estão entre as 30% melhores no Benchmarking Inttegra caem de patamar, sabia? Temos a percepção que como elas conquistaram um bom resultado, acabam afrouxando nos cuidados e, nesta hora, perdem o ritmo de crescimento. Portanto, nessa fase de alta que vivemos, o risco de perder o rigor e a disciplina é muito grande. Policie-se.

O apito final é em julho


Gosto muito de futebol, e no campeonato brasileiro de 2019, esse foi exatamente o comportamento que vimos no time campeão, o Flamengo, até o último jogo antes de levantar a taça. É preciso motivar nosso líder a ser como o Jorge Jesus que mesmo com o time ganhando com folga não parava de gritar até os últimos minutos para que o time mantivesse o foco. Incansável, ele corrigia os colegas até o apito final do juiz. Lembro a todos que nosso apito final será em julho, no fim da safra, portanto, ainda temos a bola em jogo.


Foco no projeto

Recentemente, estava no Mato Grosso do Sul, para uma reunião com o proprietário, líderes da fazenda e consultoria e rapidamente elencamos os pontos técnicos que iríamos fazer nessa onda de alta, mas também, listamos quais comportamentos iriamos intensificar em toda a equipe. Isso sim seria muito importante. Nas questões técnicas, estava a redução no tempo de confinamento e investimento em adubação. Já nos valores decidimos sobre a disciplina na execução, transparência e alinhamento entre as frentes da operação.


Faça o mesmo e reflita: quais são os pontos que beneficiariam sua gestão nesse momento de alta? Se houve um ganho de margem inesperado, qual investimento será importante e irá impactar na redução de suas despesas fixas ou no ganho de produtividade? O que irá potencializar sua economia?


Ao definir essas metas, o pecuarista está mantendo o foco do projeto. E, se me permitem algumas sugestões pode ser a hora de repensar o layout de fazenda e organizar os setores, para que o trato ou a ronda sejam mais eficientes. E, se substituíssemos dois maquinários antigos, que consomem muita hora máquina por um mais novo. Talvez um novo barracão para que os estoques fiquem mais próximos dos locais de consumo ou a capacitação da equipe para temas específicos. Todas essas são medidas que impactam na economia. Pelo lado da produtividade, pode ser o momento de investir em uma nova cultivar ou adubação das pastagens. Outra opção seria adquirir um reprodutor que lhe garantirá melhor retorno de ganho de peso na produção de bezerros.

Indicadores


Seja qual for a meta de economia, balize-se por indicadores como:


- O faturamento mínimo deve ser de R$350,0 mil por funcionário/ano.


- As despesas fixas devem consumir apenas 25% do faturamento.


- A margem deve ser de 30% para cria, 20% para recria e engorda e 25% no ciclo completo.


Cinto apertado


O que a alta da arroba nos permite é o recalculo de algumas metas dentro do mesmo foco, pois quem for eficiente vai ver sua margem tomar chá de eucalipto. Se com a arroba em patamares menores, houve quem conseguiu uma rentabilidade que superava muitas aplicações, imagina agora com seu produtor sendo mais bem remunerado. Por isso atenção!!! O segredo está em manter o rigor no controle da despesa fixa e abusar da criatividade, mantendo o cinto apertado. Sim, esses vão se manter entre os mais rentáveis por longa data. Vão conseguir.





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