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Carta Gestor- Pecuária mais rentável em 2011. Na liderança o ouro, dólar e investimentos seguros


Sexta-feira, 16 de março de 2012 - 10h34

Em 2011, assim como em 2010, o ouro apresentou a melhor rentabilidade. 


A crise nos mercados financeiros europeus foi a principal causa deste fato. 


Para proteger capital, quando o quadro é de crise, a tendência é uma corrida para o ouro como reserva de valor, por ser um investimento confiável e que sofre menos com as oscilações do mercado. Desta vez não foi diferente.


O mesmo movimento de valorização do ouro aconteceu em 2008, ano em que estourou a crise imobiliária americana, que em poucos meses contagiou o mundo.


Mesmo cenário para o dólar, principal moeda de reserva, cuja valorização foi de 13,11%. Acompanhando a moeda, os fundos cambiais registraram alta de 14,69%, após dois anos em queda. Figura 1.



O desempenho dos fundos de ações, por sua vez, foi ruim. 


Os fundos de ações, representado pelo Ibovespa, fechou o ano com retração de 17,94%, o pior resultado desde 2008. Um reflexo claro e sintomático da mesma crise que alavancou o ouro.


A tendência é que em anos de crise, no caso 2008 e 2011, predomine a busca por aplicações conservadoras, como ouro, dólar e fundos cambiais, em detrimento dos fundos de ações. Em anos de calmaria, volta a confiança nos investimentos de risco, tais como os fundos de ações, em detrimento das aplicações conservadoras.

Rentabilidade da pecuária

Os parâmetros para o cálculo da rentabilidade da pecuária considera fazendas em São Paulo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Minas Gerais, com área variando de 1.500 a 5.000 hectares, dependendo da atividade desenvolvida (cria, recria e engorda ou ciclo completo). Os índices zootécnicos utilizados nas análises acompanham a média observada pela Scot Consultoria para cada nível de tecnologia utilizado. 


Os preços dos animais foram a média anual de SP, MG, GO, MS e MT. 


Para o cálculo das rentabilidades de soja e milho, foram utilizados os dados de custos de produção e as produtividades divulgadas pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e os preços médios de venda coletados pela Scot Consultoria ao longo do ano.


Para o cálculo da rentabilidade na bovinocultura de leite, foi considerada uma produção média de quatro mil litros por hectare ao ano para a atividade com baixa tecnologia e para a atividade com alta tecnologia, uma produção média de vinte e cinco mil litros de leite por hectare ao ano.


Para atividade leiteira, as referências foram propriedades em São Paulo, Minas Gerais, Paraná e Goiás.


Os valores da terra utilizados para o cálculo das rentabilidades foram pesquisados pela Scot Consultoria e referem-se ao valor específico de cada área, considerando a atividade realizada nas respectivas regiões.


Resultados

Em 2011, assim como nos últimos cinco anos, a atividade agropecuária com melhor rentabilidade foi a pecuária leiteira de alta tecnologia 8,07%. 


Apesar do preço médio do leite ter sido maior do que a média de 2010, a alta nos custos de produção foi mais sensível e reduziu a rentabilidade. 


Na tabela 1 está a comparação das rentabilidades agropecuárias em 2010 e 2011.
Em relação a 2010, no ano passado as atividades pecuárias experimentaram aumento nos custos e também nos preços de venda.



Na pecuária de corte, a recria/engorda e o ciclo completo, com aplicação crescente de tecnologia, foram as mais rentáveis, com 6,53% e 6,50%, respectivamente. 


Apesar da alta do custo de produção no ano passado, na comparação com 2010, principalmente dos alimentos concentrados, suplementos minerais e fertilizantes, o preço da arroba sustentado em patamares mais altos em relação à média dos últimos anos permitiu aumento na rentabilidade. 


Para a cria de alta tecnologia, o ligeiro aumento na rentabilidade com relação a 2010 foi ajudado pelos preços médios melhores do bezerro.


Já as atividades com uso de baixa tecnologia foram as menos rentáveis, com destaque para a cria, que desde 2005 apresenta resultado negativo. 


Para atividades que aplicam tecnologia e produzem mais por hectare, a rentabilidade foi maior no ano passado. 


O custo de adoção de tecnologia é diluído no volume de produção, que tende a aumentar por unidade de área.
Neste ano, o ouro, os fundos cambiais e o dólar devem continuar como as principais reservas de valor. 


A arroba do boi se desvalorizou no primeiro trimestre, em relação ao mesmo período de 2011. 


Se esta tendência se mantiver, o fator de determinação da rentabilidade será o custo de produção. 


A gestão e atenção aos custos farão a diferença em 2012.



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