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Scot Consultoria

Copa, churrasco e sufoco!


Quarta-feira, 27 de junho de 2018 - 17h00

Médico veterinário pela Universidade de São Paulo, com Mestrado em Patologia Clínica pela Universidade Federal de Minas Gerais e doutorado em em Parasitologia pela Universidade de São Paulo. É professor titular do departamento de clínica médica pela FMVZ-USP


Foto: Scot Consultoria


E já está rolando a Copa do Mundo de Futebol. Estamos chegando ao final da 3ª rodada. Muito chão ainda está por vir. A Copa muda o comportamento dos brasileiros. Se reúnem mais, botam o coração na ponta da chuteira, se tornam até mais patriotas e nos confrontos brasileiros, aproveitam para fazer um churrasquinho e tomar uma cerveja, principalmente para comemorar a vitória da seleção canarinho. Mas até agora que sufoco, haja coração!


Dez entre os dez analistas de mercado de carne afirmaram que o consumo de carne bovina aumenta no ano da Copa. Estas previsões estão sintetizadas no claro artigo do Alcides Torres Jr, na última Revista DBO (junho, no. 452, p. 22).


Nestes últimos dias fiz minha própria pesquisa. Nessas duas semanas que antecederam os jogos brasileiros rodei uma série de açougues, quer sejam eles localizados em supermercados populares ou em butiques da carne, do bairro do Butantã, na cidade de São Paulo.


Nas butiques a venda foi 40% superior. Nos cortes mais preferidos, como a picanha e contra, superaram os 60%. Nos mercados populares ultrapassaram os 15%. De 100 pessoas consultadas 50% “churrasquearam” no domingo dia 16 de junho, em que o Brasil penou no jogo com a Suíça. Na sexta seguinte (dia 22/6), devido ao horário do jogo brasileiro (9h) esse cardápio caiu para 15%. Vai ser assim até o final da Copa, esperando ter o Brasil na parada.


Até agora os analistas econômicos estão errando por completo, o que me deixou perplexo.


 A arroba do boi no estado de São Paulo, que dita o ritmo nacional, de forma inexplicável não reagiu, visto que aumentou a demanda, diminuíram as boiadas disponíveis e as pastagens estão em baixa.


As desculpas para isso são as mais tolas possíveis: as vendas estão baixas, pois o brasileiro não tem dinheiro, os frigoríficos estão com estoque suficiente e assim por diante.


Tudo sugere que este recuo, e não reação do preço da arroba, tem jeito de jogada artificial e de ação combinada entre os “russos”, como disse o Garrincha na Copa de 1958, desrespeitando as leis da oferta e da procura. 


Além de passar sufoco com a seleção, o pecuarista que ainda têm bois para venda está sufocado com os preços oferecidos e não sabe o que fazer.


Por um lado, os técnicos sugerem investimentos pesados na melhoria de pastagens, na genética, na suplementação elevando não apenas a produtividade dos rebanhos, mas também os custos de produção.


Hoje, uma propriedade que fez um investimento pesado em tecnologia vender uma arroba a R$ 138,00, implica no mínimo em reduzidíssimo lucro. Não parece que somos uma cadeia de produção e sim que estamos num jogo de cabo de guerra. Isso é muito mal para os negócios na pecuária. É hora de todos sentarem numa mesa e trabalhar para o jogo ganha-ganha. Todos sairão no lucro e do sufoco! Vai Brasil!





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