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Scot Consultoria

Estabelecendo a pastagem - parte 4


Terça-feira, 12 de junho de 2018 - 05h50

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por Adilson de Paula Almeida Aguiar

Zootecnista, professor de Forragicultura e Nutrição Animal no curso de Agronomia e de Forragicultura e de Pastagens e Plantas Forrageiras no curso de Zootecnia das Faculdades Associadas de Uberaba (FAZU); Consultor Associado da CONSUPEC - Consultoria e Planejamento Pecuário Ltda; investidor nas atividades de pecuária de corte e de leite.


Foto: Scot Consultoria


Dando continuidade ao conteúdo dos artigos anteriores cuja abordagem se baseia nas diferentes etapas de um programa de estabelecimento da pastagem e os procedimentos padrões de cada etapa, neste artigo concluiremos a etapa de execução.


7.9) Controle de plantas invasoras: o preparo de solo por si é um método de controle das plantas invasoras, há também o método mecânico, principalmente quando o preparo é profundo, usando o arado de disco, mas principalmente o de aivecas.


A compra de sementes com alta porcentagem de pureza constitui métodos de controle preventivo e cultural, mas vale destacar que seguir todas as etapas e procedimentos discutidos até aqui consistem também no método cultural.


Outro método de controle de plantas invasoras é o controle químico, com o uso de herbicidas, no qual há uma “janela” de aplicação para que o controle seja eficaz, e esta é de até 45 dias após o início da germinação das sementes ou da brotação das mudas da planta forrageira.


7.10) O primeiro uso – corte ou pastejo: desde o início da década de 70 já havia procedimento padronizado para que o primeiro uso da pastagem ocorresse 60 dias após o plantio.  Entretanto ainda persistem conceitos errados que só atrapalham e retardam o retorno mais rápido do capital investido pelo produtor. Os dois conceitos que predominam são os seguintes: “no primeiro ano de plantio da pastagem a planta tem que produzir sementes para aumentar o número de plantas e formar bem”; “no primeiro ano de plantio da pastagem a planta tem que produzir sementes para aumentar o enraizamento senão os animais a arrancarão com a boca durante o primeiro pastejo”. Estes dois conceitos carecem de embasamento técnico-científico e de validação em campo.


Sob as condições climáticas adequadas, a germinação ou a brotação das mudas terá início entre cinco e 15 dias após o plantio. A partir daí deve-se ficar atento ao ataque de formigas, lagartas, e a presença de plantas invasoras. Estas deverão ser controladas, o mais rápido possível para não comprometer o estabelecimento da pastagem. Ficar atento também às possíveis deficiências de nutrientes, principalmente de nitrogênio e enxofre.


A construção da infraestrutura de aguada, cochos e sombreamento deve ser iniciada. Toda a infraestrutura da pastagem já deverá estar pronta, até 30 dias após o início da germinação das sementes ou brotação das mudas (35 a 45 dias após o plantio) para que o primeiro pastejo seja feito.


Os parâmetros em campo para a tomada de decisão sobre o momento do primeiro pastejo deve ser o da cobertura do solo pela planta forrageira e a altura média do pasto, a qual varia de espécie para espécie e de cultivar para cultivar forrageiro. Quando isso ocorrer, colocar os animais na área se não começará a haver perdas de forragem por tombamento. Os animais deverão pastejar em torno de 25% a 30% da altura do pasto e serem mudados para outro piquete, deixando o piquete pastejado em descanso. Após o segundo ciclo de pastejo iniciar o uso padrão da pastagem de acordo com a espécie forrageira, a época do ano e o nível de intensificação do pastejo.


Quando por alguma razão não for possível colocar os animais no piquete na condição ideal de pastejo, recomenda-se, desde que possível, o corte seguido da colheita da forragem para a confecção de silagens, ou pré-secados, ou fenos, que serão armazenados para o período de escassez de forragem, ou para fornecimento direto aos animais, evitando as perdas de forragem por tombamento por ocasião do primeiro pastejo.


A abordagem destas etapas e os procedimentos específicos de cada uma podem parecer óbvios ao especialista da área, quer seja pesquisador, professor ou consultor, ou até mesmo para produtores experientes, entretanto, o fato que se observa em campo é que, na maioria das vezes, produtores e técnicos negligenciam muitas etapas e seus procedimentos padrões, ou seja, pecam pelo óbvio.


Lembra-se que a implantação da pastagem pode ser realizada com uma cultura agrícola associada, em sistemas de integração lavoura-pecuária, com redução significativa no valor do investimento para a pecuária, mas este será tema para um outro artigo.


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